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	<title>Saladion - As crônicas do mundo</title>
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		<title>Tai e a Fraternidade Imortal &#8211; A Missão III</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Jan 2009 03:43:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tcheloco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas de Bordnuk]]></category>

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		<description><![CDATA[Os batedores retornam. Eles descem de suas montarias e rapidamente são cercados pelos outros guerreiros. Um deles fala alto para que todos pudessem ouvir. - Eles não retornaram. Estão acampados. Pelo que vimos, haviam mandado alguns batedores para averiguar o que aconteceu com as armas de guerra. Apenas batedores. Não recuaram a posição. Kishev se [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saladion.wordpress.com&amp;blog=4884282&amp;post=189&amp;subd=saladion&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os batedores retornam.<br />
Eles descem de suas montarias e rapidamente são cercados pelos outros guerreiros. Um deles fala alto para que todos pudessem ouvir.<br />
- Eles não retornaram. Estão acampados. Pelo que vimos, haviam mandado alguns batedores para averiguar o que aconteceu com as armas de guerra. Apenas batedores. Não recuaram a posição.<br />
Kishev se aproxima dos dois abrindo caminho entre os colegas.<br />
- Então eles já sabem o que aconteceu &#8211; diz ele em tom afirmativo.<br />
- Sim&#8230; mas não foi apenas isso que vimos &#8211; diz o primeiro interrompendo a frase e olhando para seu companheiro de patrulha que continua a sentença de onde havia parado.<br />
- Vimos claramente quando apontavam para o sul. Eles sabem que rumamos para o sul.<br />
Nalat então toma a palavra num impeto. As palavras de Tai ainda ecoavam em sua mente e agora faziam sentido.<br />
- Tem idéia de quantos são?<br />
- Talvez três mil homens.<br />
<span id="more-189"></span><br />
Nalat balança negativamente a cabeça.<br />
- Eles não estavam errados&#8230; Com três mil homens descansados e as máquinas de guerra posicionadas eles poderiam não apenas causar um sério dano na fortaleza. Poderiam apronta-la para um sítio e depois toma-la.<br />
- Está dizendo bobagens &#8211; diz Grael olhando duramente para Nalat &#8211; Isso não é o suficiente.<br />
Nalat continua a falar erguendo a mão com a mão espalmada pedindo calma ao companheiro.<br />
- Não! Pense! É possível, principalmente levando em consideração o baixo contingente que temos agora. Eles não são burros, apesar de um mau general.<br />
- Nalat tem razão – diz Moritz – Se eles forem um pouco espertos eles sabem que o ataque foi realizado com um bom número de guerreiros de elite. Eles sabem que precisamos descansar e retornar para a fortaleza. Estamos aqui numa posição bastante delicada. Nós mesmos nos colocamos numa armadilha.<br />
- Exatamente – diz o líder  – Não há sentido em atacar a fortaleza, mas com este contingente é fácil sitiar. Era isso o tempo todo&#8230; Um sítio.<br />
Nalat olha para Tai. As idéias do escudeiro não só faziam sentido agora, como pareciam até terem sido formuladas por um estrategista experiente.<br />
- Mais do que isso&#8230; De caçadores passamos para caça. &#8211; Diz o guerreiro de elite &#8211; Enquanto eles estiverem longe da fortaleza, as defesas são inúteis. Enquanto não tiverem armas de guerra, não podem atacar&#8230; mas eliminar o máximo de soldados de elite é um movimento possível. Um a menos é um a menos. Quando se tem a fama de um valer por vinte, faz ainda mais sentido.<br />
- Claro &#8211; concorda Moritz &#8211; Um de nós a menos são pelo menos vinte soldados deles a mais nas fileiras. Mais do que isso se estivermos lutando do lado de dentro da Fortaleza. Vitimas de nossa própria fama.<br />
Um burburinho rápido e geral concorda com as afirmações de Moritz que não sorri, apesar de sua opinião ser aceita.<br />
- Neste local poderemos resistir por um bom tempo – diz o líder – mesmo com duas entradas possíveis. As estátuas nos protegem de ataque pelos flancos.<br />
- Precisamos de reforços – diz Grael – dez para um é um bom número. Com mais cem ou cento e cinqüenta guerreiros podemos fazer um bom estrago neles.<br />
Nalat então olha para Tai. Subitamente ele lembra que seu escudeiro sabe montar melhor do que muitos soldados que já havia conhecido.<br />
- Tai&#8230; venha cá.<br />
Tai se aproxima de Nalat. Os outros apenas observam quietos, incluindo Kishev.<br />
- Preste atenção&#8230; Vá para o sul. Procure as tropas e avise o que está acontecendo.<br />
- O que está planejando? &#8211; indaga Kishev se aproximando de Nalat com ar inquisidor.<br />
Sem olhar para o líder da missão, Tai responde para o seu mestre de forma direta.<br />
- Senhor, sou apenas um escudeiro &#8211; retruca Tai que agora olha perdidamente entre Nalat e o líder da missão. Ele busca resposta ora em um, ora em outro. Quase ao mesmo tempo, Nalat fala sem tirar os olhos de seu jovem amigo, falando para Kishev.<br />
- Ele é ágil e sabe montar muito bem. Ele pode pedir reforços. Não da fortaleza, pois o inimigo já deve estar se movimentando, mas de tropas que estão em patrulha pela fronteira. Com alguma sorte, conseguiremos falar até mesmo com um de nossos irmãos.<br />
- Está coberto de razão &#8211; concorda Kishev &#8211; Você pode fazer isso, escudeiro?<br />
Tai continuava parado e com os olhos arregalados. Mesmo tendo dito que era apenas um escudeiro, muito longe de poder ajudar em combate, os seus mestres pareciam não dar a menor importancia para isso.<br />
- Não se preocupe com o fato de ser apenas um escudeiro&#8230; venha comigo &#8211; diz Nalat em tom sério e muito compenetrado.<br />
Nalat acompanha Tai até Trovão, longe dos outros, o guerreiro fala de forma tranquila porém firme:<br />
- Confio em suas habilidades. Tire as armas do cavalo. Leve apenas comida e água, embora ache que nem isso irá precisar. Devem ter tropas bastante próximas daqui.<br />
- Sim senhor – diz Tai retirando as armas dos alforges.<br />
- Confio que conseguirá. Ao sul encontrará tropas chefiadas por guerreiros e tropas chefiadas por imortais. Ao se aproximar, eles não farão nada porque está vestido como um escudeiro. Ao se identificar como escudeiro, preste atenção se tiver alguém usando nossa armadura.<br />
- Está bem &#8211; diz Tai confirmando com a cabeça. Nalat então puxa o garoto pelo ombro para que ele prestasse o máximo de atenção possível.<br />
- Isto é importante. Veja bem&#8230; se você identificar um guerreiro usando nossa armadura, posicione a mão desta maneira – diz Nalat mostrando a mão. Os três dedos do centro estavam juntos e o mínimo e o polegar bem afastados – não esqueça disto. Isto é muito importante. Você compreendeu?<br />
- Sim, claro.<br />
- Muito bom &#8211; diz Nalat com um sorriso &#8211; Sei que fará de maneira correta.<br />
Tai então olha com uma expressão típica de quem iria perguntar alguma coisa boba.<br />
- Faço isto para um guerreiro? Apenas para um guerreiro.<br />
- Quem está fora da Ordem, confunde nossos graus. Todos são iguais. Apenas nós sabemos qual grau de conhecimento e técnica possuímos através de sinais. Aos olhos de todos, quem usa o nosso uniforme é sempre a mesma coisa&#8230; Lembra de quando você não sabia disso? Você também não sabia disso faz bem pouco tempo.<br />
- Sim senhor, eu lembro.<br />
Nalat balança a cabeça afirmativamente.<br />
- Muito bem&#8230; Vou lhe explicar então. Este sinal é universal para os mais graduados e os menos graduados. Mostre a mão assim para qualquer um de nós e será ouvido com prioridade. É um pedido, uma requisição muito importante de ajuda. Agora vá. Se eles estão certos, não vamos ter muito tempo de descanso.<br />
- Senhor &#8211; continua Tai se preparando para montar &#8211; Parece bastante preocupado. Por favor, fale a verdade.<br />
Nalat suspira por um instante.<br />
- Assim como o inimigo errou ao deixar suas máquinas de guerra totalmente desprotegidas, erramos nossa rota de fuga. Tenho certeza de que estamos sendo caçados. Mesmo em vantagem técnica eles tem a vantagem numérica. Acho que você tem razão sobre o comandante da missão deles. Ele vai sim querer vingança contra os que destruiram a chance de atacar a fortaleza.<br />
- Por que isso agora, senhor? &#8211; indaga Tai.<br />
- Porque agora me parece bastante lógico. Ele não pode voltar de mãos abanando. Se ao menos puder voltar com nossas cabeças para seus superiores, a situação não ficará tão desfavorável para ele. Ele pode não ser um grande general, mas com certeza não vai errar sempre. Não vai demorar para que cheguem até aqui.<br />
- E se eu não conseguir achar ninguém?<br />
Nalat apenas sorri. Nenhuma resposta era necessária. Tai sobe em Trovão e sai em disparada para o sul. Ele não olha para trás, não por arrependimento de não permanecer entre eles, mas por medo de não conseguir se afastar.</p>
<br />Publicado emCrônicas de Bordnuk  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/saladion.wordpress.com/189/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/saladion.wordpress.com/189/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/saladion.wordpress.com/189/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/saladion.wordpress.com/189/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/saladion.wordpress.com/189/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/saladion.wordpress.com/189/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/saladion.wordpress.com/189/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/saladion.wordpress.com/189/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/saladion.wordpress.com/189/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/saladion.wordpress.com/189/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/saladion.wordpress.com/189/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/saladion.wordpress.com/189/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/saladion.wordpress.com/189/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/saladion.wordpress.com/189/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saladion.wordpress.com&amp;blog=4884282&amp;post=189&amp;subd=saladion&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Tai e a Fraternidade Imortal &#8211; A Missão II</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Jan 2009 03:40:15 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Tai conduz Tempestade e Trovão, chamando os outros escudeiros que estavam ajudando com o fogo. Logo as montarias estavam no lugar, prontas para iniciar a jornada. Riev ia na frente, ao lado de seu mestre. A cavalgada inicia em silêncio. Para trás ficam apenas os corpos dos inimigos e as colunas em chamas que já [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saladion.wordpress.com&amp;blog=4884282&amp;post=187&amp;subd=saladion&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tai conduz Tempestade e Trovão, chamando os outros escudeiros que estavam ajudando com o fogo. Logo as montarias estavam no lugar, prontas para iniciar a jornada. Riev ia na frente, ao lado de seu mestre.<br />
A cavalgada inicia em silêncio. Para trás ficam apenas os corpos dos inimigos e as colunas em chamas que já foram mais ameaçadoras. As máquinas de guerra agora eram apenas fogueiras que aqueciam a manhã fria. A fumaça se ergue massiva, intensa e negra. De longe seria vista. Tai não tinha a menor idéia do que se passava na cabeça do general do exército inimigo naquele momento.<br />
- Eles vão querer vingança. Vingança contra os que fizeram isso com suas máquinas de guerra.<br />
- Por que acha isso, Tai?<br />
<span id="more-187"></span><br />
O jovem olha para seu mestre e fala:<br />
- Simples. Exploramos um ponto de fraqueza em sua estratégia. Acabamos com a possibilidade de ataque contra a fortaleza por enquanto. Eles não vão poder atacar e arriscar tomar conta da fortaleza. Só resta uma coisa a fazer com o grande exército que não dispõe de armas para abrir um buraco na muralha.<br />
- Vingança &#8211; diz Nalat.<br />
- Exato&#8230; vingança.<br />
- Pior para eles &#8211; responde Nalat com um leve sorriso.<br />
- Senhor&#8230; Talvez não tenha estragado totalmente seus planos &#8211; insiste Tai &#8211; mas no máximo, atrasado.<br />
- Você pensa como um estrategista.<br />
- A sorte está lançada e os dados estão caindo &#8211; diz Tai parafraseando um famoso general. Reconhecendo que Tai sabia o que estava falando, Nalat permite que o jovem continue a falar: -&#8230; Vão flanquear um enorme exército sem saber se estão tomando o rumo certo. Talvez o general imaginasse que o caminho mais seguro teria sido pelo sul. Talvez encontrassem o exército pela frente. Mesmo ao lado de vocês estou com medo.</p>
<p>Depois de um longo tempo de cavalgada, Nalat quebra o silêncio.<br />
- Está muito quieto Tai. Não é seu costume.<br />
- Senhor, estou com medo.<br />
Nalat sorri.<br />
- Seria estupidez não ter medo.<br />
- Acha que não cruzaremos com eles?<br />
Nalat pensa por um segundo antes de responder.<br />
- Espero que não, mas se ocorrer, estaremos preparados. Lembre-se de quem somos.<br />
- Em todos os momentos, senhor.<br />
Nalat sorri novamente.<br />
- Exatamente &#8211; responde ele com um tom orgulhoso e brincalhão ao mesmo tempo.<br />
O jovem acena para a frente com a cabeça, gesticulando para acentuar o que desejava falar.<br />
- Estamos indo muito para o sul, teremos um longo caminho para o norte depois.<br />
- É verdade&#8230; mas é uma decisão estratégica.<br />
Tai olha intrigado.<br />
- Como assim, senhor?<br />
Nalat aponta para frente.<br />
- Mais um pouco tem uma passagem que nos dará maior segurança. Poderemos descansar e enviar batedores para o norte, para saber como está a movimentação do inimigo. Estamos bastante longe da rota inimiga.<br />
- Uma passagem?<br />
- Sim&#8230; Tem uma formação rochosa mais a frente, é um paredão íngreme onde passa um riacho. Teremos água e ficaremos bem guarnecidos. O paredão impede que um exército grande se aproxime sem ser visto. Talvez passado por lá quando estava indo para a fortaleza, mas não percebeu por causa da neve.<br />
Tai balança a cabeça negativamente.<br />
- Não recordo, senhor.<br />
- São as estátuas dos imortais. Eles são os guardiões de pedra. Foram entalhadados na pedra de uma montanha. A sua base forma um corredor muito longo. Dificilmente seriamos pegos de surpresa lá.<br />
- Não lembro de ter visto estátuas&#8230;<br />
- Se tivesse visto – diz Nalat com um sorriso quase irônico no rosto – jamais teria esquecido. O riacho passa por elas, são como portais para a parte final da estrada para a fortaleza.</p>
<p>Mais um longo período de cavalgada e ao longe Tai começa a perceber uma formação rochosa diferente. Aos poucos, as formas se tornam mais claras, até que finalmente ele percebe quais eram as estátuas que seu amigo se referia. Eram magníficas estátuas gigantescas que se erguiam em par a partir de uma monumental rocha escavada e esculpida. Ao invés de fazer um caminho sobre ela, as pedras haviam sido moldadas com a vontade e o formão. Certamente haviam levado muitos anos para que aquela obra fosse concluída. As estátuas tinham pelo menos trinta metros de altura cada uma. Com a base para aqueles pés gigantes deviam chegar a quase oitenta metros de altura. Aquela não era uma obra feita numa única geração. Tinha o trabalho contínuo de muitos escultores e construtores em conjunto.<br />
Aos poucos ele percebe a grandiosidade. Sentia-se pequeno, verdadeiramente insignificante perto delas. Ao lado da estátua da direita estava o riacho, canalizado ao lado da estrada de pedra, sob a sombra dos guerreiros de pedra. Os guerreiros em posição de guarda, com suas armas antigas imortalizadas na rocha guardavam o caminho sagrado. Durante todo aquele percurso, Tai não consegue falar nenhuma palavra. Ele que sempre tem alguma coisa para falar apenas olha para as estátuas, sentindo-se cada vez menor a cada passo de sua montaria. A base era longa, devia ter quase cem metros de comprimento, com muitas gravuras e inscrições em linguagem antiga. Tanto que mesmo com sua educação refinada não sabia dizer o significado de suas palavras.<br />
- Eu passei por aqui? Não lembro das estátuas&#8230; Devia estar olhando apenas para o chão, suponho. Não estou compreendendo.<br />
- Imagino que sim, Tai&#8230; A neve dá outra aparência para qualquer coisa. Talvez estivesse sob tempo muito ruim e por isso, de cabeça baixa.</p>
<p>Depois da longa marcha, eles finalmente chegam ao riacho.<br />
- Desmontar. Guarda nas extremidades da passagem. Agora.<br />
As palavras de ordem são obedecidas muito rapidamente. Organizando-se e movimentando-se de forma que parecia até combinada, alguns dos guerreiros correm pela passagem para verificar e guardar o outro lado.<br />
 Daquele ponto o inimigo seria visto de longe. Daria tempo para pensar no retorno para a fortaleza e nas estratégias de contingência. Nada disso dizia respeito a Tai que olhava para a direção de onde haviam vindo. Mesmo daquela distância era possível ver as colunas de fumaça das armas de guerra. Era uma distância considerável, sem dúvida, mas as pilastras de fumaça acizentadas se faziam perceber.<br />
- Eles estão vindo atrás de nós pelo caminho. Estou certo disso &#8211; resmunga Tai para absolutamente ninguém.<br />
Não tarda e dois imortais são enviados para o norte, para ver o qual era a movimentação do inimigo. Tai observa quando eles montam os seus cavalos com bastante destreza e avançam pelo corredor formado pela passagem na direção ordenada.</p>
<p>Enquanto descansavam, Tai prepara algo para comer, tanto para ele quanto para Nalat. Ele deixa Tempestade e Trovão descansando perto do riacho enquanto organiza as coisas. Nada demais, apenas carne seca, biscoito salgado e água fresca do riacho. Pelo menos não estavam sem provisões, fome seria uma preocupação a menos.<br />
- Se eles vierem dos dois lados, estaremos sem saída – diz Tai.<br />
Nalat sorri.<br />
- É o pensamento de um general, Tai&#8230; mas isto não vai acontecer.<br />
Tai balança a cabeça como se não tivesse compreendido bem a resposta do amigo.<br />
- Por que não? &#8211; indaga ele &#8211; Eles estão em grande número. Não seria difícil para que fizessem isso.<br />
Nalat fala num tom calmo, tentando passar segurança para o escudeiro.<br />
- Porque eles estão marcando todos juntos. Deixaram as máquinas de guerra para trás com a certeza de que eram invencíveis. Agora estão abalados com o que aconteceu. Se o general for inteligente, não irá dividir seus homens. Não acho que estão nos procurando&#8230; Acho que vão retornar para uma distância segura e esperar novas máquinas de guerra. Esta sim seria uma atitude lógica.<br />
Tai contorce sua boca num ar de desaprovação. Aquilo chama a atenção do mestre, lhe dizendo que o jovem escudeiro tinha alguma coisa a mais em sua mente. Ele então permite que o jovem continue a falar com um leve sorriso.<br />
- Continue. Fale o que está pensando.<br />
- Senhor&#8230; Isso faz tanto sentido quanto qualquer outra atitude. Por que não atacar a fortaleza&#8230; ou vir atrás de nós? &#8211; insiste Tai.<br />
- Porque atacar a fortaleza sem máquinas é estupidez&#8230; e não virão atrás de nós porque não estão em busca de vingança, estão em busca de vitória. Nós podemos ser os sabotadores do plano deles de atingir a fortaleza, porém a própria significa mais do que representamos. Ela é o objetivo &#8211; Nalat falava como um professor &#8211; Ela é o objetivo &#8211; repete ele &#8211; Não nós.<br />
Tai balança a cabeça negativamente.<br />
- Mas os imortais são a força do lugar. Sem os imortais, a fortaleza é apenas pedra.<br />
Nalat sorri.<br />
- Apenas pedra? &#8211; Nalat não consegue conter a expressão de admiração pelo jovem amigo &#8211; As vezes me pergunto se você não tem mais para ensinar do que eu tenho para mostrar para você&#8230; Um garoto com menos da metade da minha idade&#8230; Acho que você cresceu rápido demais.<br />
Tai engole um pedaço de carne seca salgada.<br />
- Não tive escolha, senhor.<br />
Nalat balança a cabeça afirmativamente.<br />
- É&#8230; algumas coisas não escolhemos&#8230;<br />
- De qualquer forma, ainda acho que eles virão atrás de nós. Um inimigo a menos para defender a fortaleza é importante para a tomada da fortaleza.</p>
<br />Publicado emCrônicas de Bordnuk  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/saladion.wordpress.com/187/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/saladion.wordpress.com/187/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/saladion.wordpress.com/187/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/saladion.wordpress.com/187/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/saladion.wordpress.com/187/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/saladion.wordpress.com/187/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/saladion.wordpress.com/187/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/saladion.wordpress.com/187/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/saladion.wordpress.com/187/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/saladion.wordpress.com/187/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/saladion.wordpress.com/187/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/saladion.wordpress.com/187/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/saladion.wordpress.com/187/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/saladion.wordpress.com/187/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saladion.wordpress.com&amp;blog=4884282&amp;post=187&amp;subd=saladion&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Tai e a Fraternidade Imortal &#8211; A Missão</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jan 2009 14:24:39 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A noite já não tardaria a cair. Desde que Nalat havia dito que teria uma tarefa para ele, não pronunciou nenhuma outra palavra. Era o mais completo silêncio. Apenas o monótono som das patas dos cavalos no chão, com aquele ritmo contínuo. Quando a ansiedade já havia passado, dando lugar para o sono, Nalat segura [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saladion.wordpress.com&amp;blog=4884282&amp;post=184&amp;subd=saladion&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A noite já não tardaria a cair. Desde que Nalat havia dito que teria uma tarefa para ele, não pronunciou nenhuma outra palavra. Era o mais completo silêncio. Apenas o monótono som das patas dos cavalos no chão, com aquele ritmo contínuo.<br />
Quando a ansiedade já havia passado, dando lugar para o sono, Nalat segura o braço de seu escudeiro.<br />
- Tai. Você vai com os escudeiros em direção ao castelo, sempre flanqueando e observando. Fique muito atento a tudo e a qualquer movimento. Nós não atacaremos montados, nossa velocidade portanto será muito baixa.<br />
- E se precisarem dos cavalos? &#8211; indaga Tai.<br />
Nalat levanta a outra mão e aponta com o dedo indicador para o jovem.<br />
- É exatamente aí que você entra, Tai. Você disse que monta muito bem, não é? Teve treinamento militar, não é?<br />
- Sim.<br />
- Tai&#8230; se isso é mentira, por favor fale agora. Preciso que você seja sincero&#8230; Você realmente sabe montar? Não estou falando de um galope. Estou falando de montar com firmeza e velocidade.<br />
Tai confirma com a cabeça.<br />
- Sim senhor. Eu sei montar muito bem. É verdade, senhor.<br />
- Se você está dizendo, principalmente numa situação como essa, eu confio em você &#8211; a voz de Nalat era muito séria e grave &#8211; Preste muita atenção garoto&#8230; Não existem batedores nos flancos protegendo as armas. Eles estão confiando demais na sorte. Eles avançaram todos  dos soldados e deixaram um contingente menor para trás. A sua tarefa é simples, mas muito importante. Você vai se separar dos escudeiros e vai nos flanquear. Vai ficar de olhos abertos e ouvidos atentos, entendeu? Você não vai conseguir ver muita coisa, eu acho isso pelo menos&#8230; Justamente por isso será difícil. Você será a ligação entre os escudeiros e nós. Se precisarmos dos cavalos, avisaremos.<br />
Sem mostrar medo algum pela tarefa de grande responsabilidade, Tai responde:<br />
- Sim senhor. Como irá avisar?<br />
<span id="more-184"></span><br />
- Uma flecha incandescente disparada na sua direção ou até mesmo uma ordem em voz alta. Por isso deve nos acompanhar de perto quando começarmos o ataque. Até ouvir o ataque iniciar, mantenha-se no rumo e em silêncio absoluto. Só depois do ataque começar poderá se aproximar um pouco mais. Garanto que eles não irão prestar atenção em você.<br />
- Entendi, senhor.<br />
Nalat contorce a boca.<br />
- Acha que pode fazer isso? Acha que pode fazer isso por mim?<br />
- Sim senhor.<br />
- Então está bem&#8230; Obrigado Tai.<br />
- De nada.<br />
Mal haviam terminado de falar, Kishev faz sinal para diminuirem a marcha. Um pouco depois, o sinal para desmontar. Os escudeiros então ajudam os seus mestres com as espadas cruzadas e com os braceletes mais pesados.<br />
- A katar reserva está em condições de uso, senhor &#8211; diz Tai.<br />
- Usarei as minhas.<br />
Ele dá um passo para trás e saca a katar. Imediatamente elas se armam em perfeita harmonia.<br />
- Viu só? Perfeito.<br />
- Sim senhor.<br />
Nalat sorri para Tai colocando a katar no lugar novamente.<br />
- Tenha cuidado, garoto.<br />
- O senhor também.<br />
Os dois se separam no entardecer. Cada um vai em uma direção diferente. Os guerreiros, seguindo a pé atrás das máquinas de guerra. Seria muito mais seguro assim, movimentando-se livremente para se ocultar nas pedras até poder usar o fator surpresa para atacar.<br />
Kishev se ergue e então chama os escudeiros. Rapidamente eles todos se aproximam. Tai os acompanha, mesmo preocupado em deixar os cavalos para trás. Todos estavam em silêncio absoluto, mas conheciam bem o procedimento. Eles fazem um formato de cunha ao redor de Kishev, que aguardava pacientemente.<br />
- Senhores, o inimigo está bem próximo &#8211; fala Kishev de maneira firme &#8211; O reconhecimento do local já foi realizado e temos a estratégia para cumprir nossa missão. Conto com a colabação de todos. Prestem muita atenção, escudeiros.<br />
Tai procura Nalat com os olhos mas não o encontra. Devia estar num ângulo que pudesse ver.<br />
- Nós vamos avançar a pé. Existe um pequeno contingente se movendo muito vagarosamente. Pela posição, eles julgam que as máquinas de guerra estão em segurança. As tropas não estão nem visíveis do ponto onde estão. Não esperam um ataque vindo por trás&#8230; Entretanto, pode ser que precisemos dos cavalos de forma rápida. É aí que vocês entram, escudeiros. Riev vai ser o seu orientador. Ficarão em diagonal da nossa posição, possibilitando a entrada pelo flanco direito recuado do inimigo. Terão que manter distância para que não ouçam os cavalos. É muito importante manter a distância. Um de vocês ficará avançado, o suficiente para nos observar e esperar a ordem de aviso para que os cavalos sejam trazidos até nós. Preciso portanto, de um voluntário para servir de ponte entre nós e os demais escudeiros.<br />
Antes que qualquer um dos escudeiros pudesse responder, Nalat dá um passo a frente e pede a palavra.<br />
- Senhor. Meu escudeiro é qualificado para a tarefa.<br />
- Quem é o seu escudeiro, Nalat?<br />
Tai avança um passo de queixo erguido.<br />
- Seu nome, escudeiro.<br />
- Tai, senhor.<br />
- Tai, acha que pode fazer isso?<br />
- Sim senhor.<br />
- Então está certo. Riev é o navegador e Tai ficará avançado. Seu sinal será uma flecha incandescente ou uma ordem direta.<br />
- Sim senhor.<br />
- Vamos nos preparar – diz Kishev batendo palmas e já se movimentando.<br />
Os mestres então procuram seus escudeiros. Logo Nalat estava junto de Tai e dos cavalos. Tai ajusta as espadas, adagas e verifica se a katar estava bem presa. Não era nada difícil essa coisa de escudeiro afinal de contas. Bastava saber o nome de cada arma e como ficava presa ao uniforme. Ele imagina então que terá mais trabalho depois, limpando o sangue de tudo aquilo.<br />
- Como vão fazer quando não tiverem mais escudeiros? &#8211; indaga Tai.<br />
Nalat apenas contorce a boca.<br />
- Falamos sobre isso mais tarde.<br />
- Sim, senhor&#8230;<br />
- Tai. Se você acha que não pode, fale agora.<br />
- Eu posso fazer isso, senhor.<br />
Nalat então olha de forma firme e direta para o garoto.<br />
- Tai&#8230; Sobre as coisas que você disse ter aprendido em sua casa&#8230; Se você disser que é verdade, eu acredito. Se você não falar a verdade, pode colocar a vida de todos em perigo. Tem alguns escudeiros aqui que sabem montar muito bem.<br />
- Senhor&#8230; O que disse é verdade. Sei montar muito bem e não vou decepcionar.<br />
Nalat balança a cabeça de forma afirmativa. Confiava no garoto.<br />
- O navegador vai instruir quando deve mudar de direção.<br />
Alguns momentos depois todos estavam montados e marchando. Kishev estava longe para ser observado, mas Nalat e os outros podiam. Tai observa suas feições sérias. Estavam se preparando para executar o plano. Gostaria ele de saber qual era.<br />
- Nalat&#8230;<br />
- Sim Tai?<br />
- Boa sorte.<br />
Nalat muda suas feições com alguma coisa parecida com um sorriso.<br />
- Obrigado garoto.<br />
Algum tempo depois, um gesto de Kishev faz a tropa interromper a marcha. Somente um lado da fila desmonta quase que sem barulho. Os escudeiros iniciam sua nova rota, seguindo as instruções de Riev, escudeiro do líder. Com cuidado ele guia seus companheiros em silêncio.<br />
Já na rota combinada, Riev pára a marcha e aguarda até que os imortais a pé e em marcha acelerada se adiantem na diagonal. A noite dificultaria totalmente a visão, eles só podiam confiar nas instruções dadas para o líder do pelotão de escudeiros.<br />
Tai permanece imóvel, segurando trovão com uma mão e tempestade com a outra. O sol que já havia desaparecido fazia tempo dava seu lugar para o véu da noite cada vez mais espesso. Talvez fosse apenas impressão, talvez fosse verdade.<br />
Com voz firme, Riev fala:<br />
- Tai.<br />
Imediatamente ele avança por fora da linha dos escudeiros até a ponta da fila.<br />
- Estou aqui.<br />
Riev tinha idade para ser guerreiro, mas ainda assim era escudeiro. Apesar de achar estranho, Tai nada disse. Apenas esperou que lhe fossem dadas as instruções.<br />
- O sol já está caindo. Segundo os cálculos de Kishev, se você andar nesta direção, em linha reta – diz o escudeiro apontando a direção com a mão – você vai ficar bem próximo da posição esperada por ele. Olhos abertos, está bem?<br />
- Onde vocês estarão?<br />
- Seguiremos em linha reta. Sabe se orientar pelas estrelas?<br />
Tai sorri. Não consegue evitar. Parecia que absolutamente ninguém confiava em suas habilidades. Preferiu ele pensar que isso se devia ao fato de suas tarefas simplórias nos estábulos antes de ser escudeiro, do que lembrar que a confusão sempre aparece se alguém lembrasse de como veio parar a Fortaleza.<br />
- Claro que sim &#8211; responde o jovem com energia.<br />
- Tudo bem&#8230; seguiremos em linha reta. Quando eles estiverem atacando, é só vir  na direção perpendicular. Estaremos próximos e prontos. Ficaremos de olhos bem abertos.<br />
- Certo.<br />
- Não se aproxime da área até que a batalha se inicie. Fique bem longe até que eles comecem a fazer o trabalho deles. Não vá muito rápido&#8230; Pode deixar a égua de Nalat comigo.<br />
- Entendi – diz ele entregando as rédeas de Tempestade para Riev. Embora seu gesto seja automático, algo dentro dele se sente mal em entregar as rédeas daquela égua para outra pessoa, mesmo que fosse uma pessoa de confiança.<br />
Sem dizer mais nada, ele segue seu caminho sem olhar para trás. Ele apenas se orienta pelas estrelas.</p>
<p>Chegando perto de um morro ele diminui a velocidade. Precisava andar devagar e ficar invisível. Com aquela roupa preta e montando um cavalo negro não seria muito difícil. Seria descoberto apenas se cometesse alguma idiotice. Cada vez mais devagar, Tai conduz sua montaria até quase o topo. Ele desmonta e caminha com cuidado até o cume, tentando ver alguma coisa.<br />
Um tanto distante de sua posição, Tai vê tochas se movimentando lentamente e grandes sombras que provavelmente eram as máquinas de guerra.<br />
- Soldados de Angren.<br />
A lua cheia que lhe ajudava era provavelmente o maior desafio para os imortais que já deviam estar bem próximos do seu objetivo. Precisava se aproximar mais, porém tinha medo que fosse descoberto por algum soldado atento.<br />
Pelo movimento eles ainda não haviam sido atacados. O melhor a fazer era permanecer em sua posição. Tai pensa o quanto os generais de Angren estavam confiantes em sua marcha, pois a segurança para trás era quase nula.<br />
- É muita presunção, mesmo para um exército como este.<br />
Realmente não estavam preocupados com uma ação como aquela. Quase um minuto depois de chegar ao topo, ele percebe alguma movimentação estranha ao longe, mas era muito difícil de compreender o que estava acontecendo. Abrigado no meio das pedras ele permanece observando. Ele ouve então ao longe os primeiros gritos. Eram gritos de dor e surpresa, não de ataque.<br />
Compelido por uma força maior do que ele, Tai começa a descer o morro tentando manter a sua posição. Dividia a atenção entre as pedras soltas do morro, seu cavalo Trovão e as tochas sibilantes carregadas na caravana.<br />
Ele pára por um instante tentando ver algo, mas tudo que pode observar é que algumas tochas estavam paradas no lugar. Não conseguia ver mais do que algumas manchas se movimentando na escuridão. Algo que ele não conseguia definir exatamente o que era. Resolve então montar e se aproximar um pouco mais. Imagina ele que a atenção estava mais voltada para o ataque do que um ponto perdido mais afastado.<br />
Ele avança descendo o morro, tentando permanecer na rota diagonal, cada vez mais próximo dos sons de metal e gritos de ordem e desespero.<br />
A medida que se aproximava, Tai conseguia ver melhor as sombras, até que a luz das tochas se tornam mais nítidas. Ele consegue então ver as silhuetas negras e suas espadas com o brilhos azulados da luz da lua e alaranjados por causa do fogo. As nuvens que cobriam a noite começam a se dissipar e a luz da lua se torna mais intensa, emprestando sua cor prateada para dar alguma visibilidade para o lugar.<br />
Os que estavam atacando não gritavam nem ordenavam. Apenas avançavam em formação perfeita, atacando em grupos de três e em perfeita sincronia. Não conseguia ver quem era quem, naquela escuridão eram todos iguais, ainda sim, era admirável a formação sempre perfeita, triangular, defendendo e atacando o inimigo que havia dado a volta e tentava contra-atacar.<br />
Só então Tai percebe que já estava bem perto. Talvez mais perto do que deveria estar, pois conseguia ver claramente a batalha sob a luz do luar. Os soldados de Angren eram ainda mais numerosos, mas não eram páreo para o treinamento e disciplina de seus mestres e senhores da fortaleza. Eles avançavam com suas espadas e matavam um por um, de forma precisa e silenciosa. Os movimentos cadenciados e firmes&#8230;<br />
Tai interrompe a sua marcha atrás de uma pedra, ficando escondido e tentando manter seu cavalo quieto. Ninguém iria prestar atenção nele. Nem mesmo os mestres, porém, precisava manter distância para cumprir sua missão.<br />
Um a um, os soldados de Angren caem.<br />
A movimentação do contra-ataque era cada vez menor. O número de soldados já era quase igual aos que atacavam.<br />
- Logo não haverá nenhum inimigo &#8211; pensa Tai com seus botões e falando para ninguém ouvir.<br />
A vontade dele era correr em direção da batalha para ver de perto o que estava acontecendo, mas suas ordens eram precisas. Era necessário permanecer em sua posição.</p>
<p>Ele ouve cavalos e logo depois outra movimentação. Uma flecha incandescente é jogada em baixa altitude para trás e na diagonal. Ela vai bastante longe de sua posição, mas foi uma única flecha, exatamente como haviam lhe falado.  Sim&#8230; era o sinal. Os cavalos seriam necessários em breve.<br />
Rapidamente ele monta em Trovão e sai em disparada, subindo novamente o morro e  seguindo na direção combinada. Ele não olha para trás nenhuma vez, apenas segue seu rumo. O som da batalha começa a ficar distante.</p>
<p>Algum tempo depois, cavalgando em grande velocidade, ele vê uma mancha ao longe. Aos poucos a mancha começa a se movimentar. Eram os escudeiros. Eles ficam parados como estátuas esperando que algo aconteça. Só quando se aproxima do grupo é que ele percebe que haviam arcos armados contra ele. Poderia ser um soldado inimigo&#8230; eles estavam apenas se protegendo. Os arcos permanecem armados.<br />
- Vamos! – grita Tai.<br />
- Tai! &#8211; grita Riev.<br />
- O sinal foi dado &#8211; grita Tai. Vamos embora.<br />
Riev se aproxima puxando Tempestade ao seu lado. Ele entrega as rédeas. Tempestade relincha reclamando de algo.<br />
- Calma garota&#8230; Calma – pede Tai para a égua que imediatamente pára de reclamar e fica novamente dócil como sempre é com ele.<br />
- Você nos guia. Tome a frente &#8211; diz Riev.<br />
- Está bem.<br />
Tai faz a volta e avança pelo caminho novamente. Já devia ser bem tarde da noite, pois a lua já havia mudado bastante de posição desde quando havia se separado do grupo de escudeiros.<br />
A tropa cavalga rápido, seguindo Tai sem muita formação, pois cada um dos escudeiros precisava conduzir dois cavalos.<br />
Durante o percurso, Riev tenta se aproximar na medida do possível para falar com Tai.<br />
- Muito longe? – indaga Riev &#8211; Eles estão muito longe?<br />
- Não&#8230; já estamos perto. Vamos subir e descer aquele morro.<br />
- Quase não vejo nada &#8211; responde o companheiro.<br />
- Confie em mim.<br />
Repentinamente o terreno começa a mudar, fazendo com que todos mudem a inclinação sobre suas montarias. Eles então percebem que estão subindo o morro. Como estava puxando a cavalgada, Tai tenta manter o máximo de velocidade possível naquelas condições.<br />
Eles diminuem a marcha ao chegar ao topo. A tênue claridade do dia já estava começando a aparecer. &#8211; Já está começando a amanhecer? &#8211; indaga Tai.<br />
- Parece que sim &#8211; responde Riev.<br />
Quanto mais próximos do local, mais evidente o que havia acontecido. Eram dezenas de corpos pelo chão, todos com os uniformes de Angren. Quando os escudeiros chegam, imediatamente se colocam em fila, esperando a ordem dos seus senhores.<br />
- Podem desmontar – grita Kishev – Deixem as montarias prontas – Ele então faz sinal para os seus companheiros se aproximarem.<br />
- Precisamos decidir o que fazer &#8211; grita o líder novamente.<br />
Nalat se aproxima de Kishev. Relativamente próximo de seu mestre, Tai consegue ouvir a conversa.<br />
- O que foi? &#8211; indaga Nalat.<br />
- Estive pensando. Se destruirmos as máquinas de guerra eles verão a fumaça e recuarão, mas também poderíamos usar as máquinas contra eles. Estou em dúvida.<br />
Nalat então se contrapõe.<br />
- Uma segunda leva de soldados pode estar no caminho. As informações que temos é que existem tropas mais para a frente, em direção da fortaleza, este número reduzido de soldados empurrando as máquinas e outro tanto ainda em marcha&#8230; Logo atrás de nossa posição. A estratégia deles foi um grande equívoco, deixaram tudo isso de presente para nós, mas não podemos nos desviar do objetivo.<br />
- É verdade &#8211; diz Grael &#8211; Eles podem acabar recuperando estas máquinas e somando forças.<br />
- Exato &#8211; diz Nalat &#8211; Seria muito pior para a fortaleza. Não temos número suficiente para conter duas frentes. Podemos ficar prensados e isso seria péssimo.<br />
- Nalat tem razão – diz Moritz – Estamos em campo aberto. O avanço seria muito rápido.<br />
Kishev passa a mão pelos cabelos, pensando qual seria a melhor alternativa. Estava em dúvida do que fazer com aquelas máquinas de guerra e não tinham muito tempo. O inimigo podia estar se aproximando e as montarias logo estariam prontas.<br />
- Se vierem outras máquinas, eles não irão cair no mesmo erro de estratégia. Eles vão manter tropas e máquinas juntas &#8211; continua Nalat.<br />
- Pelo menos a fortaleza terá tempo para se organizar com o baixo contingente e ter uma defesa eficaz – diz Moritz.<br />
- Devemos continuar com o plano original – argumenta Grael com certa aflição – Destruir as máquinas e retornar o mais rápido possível é a melhor solução.<br />
- Eles verão a fumaça. Essas máquinas são grandes demais para destruirmos sem fogo – diz Kishev – Devemos estar preparados para encontrar resistência.<br />
- Sim, essas catapultas são maiores do que havíamos imaginado &#8211; diz Grael.<br />
- Não sabia que eles tinham tal coisa &#8211; conclui Moritz.<br />
Sem saber se queria mesmo falar ou não, Tai dá um passo a frente.<br />
- Senhor – diz o escudeiro – posso falar?<br />
- Fale escudeiro – diz Kishev.<br />
Tai respira fundo e fala com firmeza. A mesma firmeza que já havia trazido respeito de seu mestre.<br />
- Antes de receber o sinal, ouvi som de um cavalo em disparada.<br />
A expressão de Kishev fica ainda mais séria. Isso traria complicações ainda maiores para a missão.<br />
- Tem certeza disto?<br />
- Sim senhor. Certeza absoluta &#8211; responde Tai sem baixar a cabeça.<br />
Kishev esfrega o rosto com as duas mãos. Estava visivelmente cansado.<br />
- Tenho um péssimo pressentimento sobre isso. Não temos escolha – diz Kishev – não temos muito tempo. Devem estar retornando neste momento para recuperar as máquinas de guerra. Queimem as máquinas agora. Vamos pensar na melhor maneira de sair daqui antes que fiquemos prensados pelo inimigo.<br />
- Esse cavalo foi para onde? &#8211; indaga Grael.<br />
- Para longe da fortaleza &#8211; responde Tai.<br />
Os mestres se entreolham por um instante. As coisas começavam a sair do controle.<br />
- O general está mais atrás, com o resto da tropa &#8211; Diz Nalat.<br />
- Sim. Deve ter ficado para trás &#8211; concorda Kishev &#8211; Ele enviou um grupo na frente para abrir caminho. Depois enviou as máquinas porque seriam muito lentas. Estamos próximos da fortaleza. Ele deve ter pensado que não encontraria resistência até estar bem próximo de nós.<br />
- Isso quer dizer que eles estão vindo para cá &#8211; fala Grael com semblante bastante preocupado.<br />
- Queimem as máquinas.<br />
A maior parte dos guerreiros se concentram na tarefa de atear fogo nas máquinas de guerra. Para garantir que ficariam inutilizadas, engrenagens e cordas são queimadas primeiro. Não demora muito e a madeira começa a secar e soltar fumaça. Logo estariam ardendo em chamas. Sob ordens dos mestres, os escudeiros também ajudam a preparar o fogo.<br />
Nalat se aproxima de Kishev. Precisava falar-lhe com urgência.<br />
- Eles vão encontrar os rastros. Virão atrás de nós.<br />
Kishev concorda com a cabeça.<br />
- O que acha? Eles virão direto contra nós em perseguição ou vão se dividir para continuar a marchar contra a fortaleza? – indaga Kishev.<br />
- Claro que vão se dividir.<br />
- De onde tanta certeza?<br />
- Pura intuição. Tenho certeza de que eles não vão facilitar nossa movimentação &#8211; Nalat dá um passo para o lado e aponta uma direção &#8211; Ao norte teremos muita neve ainda. No estágio que está, a neve está se transformando em água. Teremos muita dificuldade para atravessar, mesmo conhecendo o terreno.<br />
- Isso vai atrasar ambos &#8211; retruca Kishev.<br />
- Sim, é verdade &#8211; concorda Nalat baixando o braço &#8211; Vai atrasar ambos porém, teremos que enfrentar uma zona com avalanches em velocidade muito baixa. E o que é pior, antes deles.<br />
- E o desgaste físico será maior para todos &#8211; completa Kishev, compreendendo o que preocupava Nalat &#8211; Eles estarão com a vantagem de seguir rastros, portanto, caminho seguro.<br />
- Exatamente &#8211; concorda Nalat com a cabeça e com a voz firme.<br />
- Ao sul teremos possibilidade de melhor movimentação &#8211; conclui Kishev torcendo a boca com a clara indicação de que não gostava da idéia.<br />
Nalat fica sério e pensativo, olhando para o nada.<br />
- Teremos que dar a volta para sudeste – diz ele – O que acha?<br />
- Sudeste&#8230;<br />
- Exatamente.<br />
- Tem razão, meu irmão. Isto vai nos dar boa dianteira e os rastros ficam mais difíceis de serem descobertos por causa do terreno pedregoso mais para a frente.<br />
- Neste caso, vamos dar de cara com eles em pouco tempo&#8230;<br />
- Mas quando acontecer, não será em campo aberto &#8211; diz Kishev &#8211; Será num campo que conhecemos bem.<br />
Safisfeito com o raciocínio alcançado, Nalat sorri e chama por Tai que estava quase do seu lado.<br />
- Tai!<br />
- Sim senhor &#8211; responde Tai quase que instantaneamente.<br />
- Perfile os escudeiros. Vamos cavalgar.</p>
<br />Publicado emCrônicas de Bordnuk  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/saladion.wordpress.com/184/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/saladion.wordpress.com/184/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/saladion.wordpress.com/184/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/saladion.wordpress.com/184/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/saladion.wordpress.com/184/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/saladion.wordpress.com/184/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/saladion.wordpress.com/184/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/saladion.wordpress.com/184/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/saladion.wordpress.com/184/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/saladion.wordpress.com/184/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/saladion.wordpress.com/184/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/saladion.wordpress.com/184/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/saladion.wordpress.com/184/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/saladion.wordpress.com/184/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saladion.wordpress.com&amp;blog=4884282&amp;post=184&amp;subd=saladion&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Tai e a Fraternidade Imortal &#8211; Escudeiro &#8211; Parte II</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jan 2009 14:21:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tcheloco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas de Bordnuk]]></category>

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		<description><![CDATA[A marcha continua e o sol começa a bater em seus rostos. O calor tênue do sol trazia uma sensação de segurança. Ao menos o frio iria diminuir um pouco. A primavera ainda não havia se estabelecido e o vento cortante da noite era apaziguado pelo novo dia. Os cavalos sempre no mesmo ritmo era [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saladion.wordpress.com&amp;blog=4884282&amp;post=182&amp;subd=saladion&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A marcha continua e o sol começa a bater em seus rostos. O calor tênue do sol trazia uma sensação de segurança. Ao menos o frio iria diminuir um pouco. A primavera ainda não havia se estabelecido e o vento cortante da noite era apaziguado pelo novo dia. Os cavalos sempre no mesmo ritmo era quase monótono. Os guerreiros de um lado, escudeiros do outro.<br />
Durante a marcha, Tai observa que a sombra na cela estava diferente, estava indo mais para o lado e também cavalgavam em maior velocidade. Ele então percebe que estava sendo conduzido para a direita de forma tão lenta que nem havia percebido a nova direção. Ele então tenta se guiar pelas estrelas e pela posição da lua. Já fazia alguns meses que não precisava fazer isso.<br />
- Estamos indo para o norte?<br />
O mestre olha para Tai, mas já não tinha aquela já batida expressão de surpresa. É claro que o garoto sabia se guiar muito bem.<br />
- Sim. Estamos começando a dar a volta atrás da linha inimiga.<br />
Tai engole em seco.<br />
- Atrás da linha? Fomos além da fronteira?<br />
<span id="more-182"></span><br />
- Não &#8211; responde Nalat &#8211; Eles é que estão bem próximos da fortaleza. Estamos dando a volta entre uma tropa e outra. A estratégia foi amplamente discutida. Você não sabe disso porque não lhe diz respeito.<br />
- Tudo bem, só estou perguntando.<br />
- Não tem problema, Tai.<br />
- Eles não vão nos ver?<br />
- Não. Estão longe demais para isso. Eles estão indo em direto para a fortaleza. Em linha reta por causa das máquinas e por causa do descanso das tropas. Aqui não representa perigo. Não há objetivo militar nesta região. Pelo menos não agora. Só se eles soubessem que estamos aqui, bem no meio de uma leva e outra.<br />
- É uma zona livre&#8230;<br />
- Exatamente. Seja lá como for que você conhece os termos do exército é isso mesmo.<br />
De repente a tropa interrompe a marcha. Todos aguardam alguns instantes antes de ouvir qualquer movimentação. Os cascos de dois cavalos em disparada mais para a frente indicam que dois guerreiros  receberam uma missão de reconhecimento do terreno para a frente.<br />
Kishev vira sua montaria para a tropa e faz o sinal para que descansem. A maioria da conversa ainda era por sinais.<br />
Sem uma única palavra, todos desmontam e se colocam meio espalhados para descansar por alguns instantes ao menos. Kishev faz sinal com a mão e os guerreiros se afastam de seus escudeiros. Eles iriam receber algum tipo de instrução. Nalat faz sinal para que Tai fique no lugar e toma o caminho em direção do líder.<br />
Tai pega as rédeas dos dois cavalos e se aproxima de uma pedra. Ele então tira o resto de neve da pedra e senta sobre ela, segurando Tempestade e Trovão.<br />
- Vocês querem pastar? &#8211; ele pergunta para os cavalos.<br />
Ele então caminha até a grama levando os cavalos e os solta. Sabia que nenhum dos dois se afastaria dele. Não Tempestade, pelo menos. Sabia que a égua confiava nele.<br />
De longe, ele observa os guerreiros sentados em círculo. Conversavam em voz baixa, não podia ouvir absolutamente nada. Algo então lhe tira a atenção. Tempestade se agita um pouco e ele então compreende que era Leni que se aproximava.<br />
- Estamos indo para o norte &#8211; diz ele &#8211; Logo estaremos atrás das máquinas de guerra.<br />
- Sabe de alguma coisa? &#8211; indaga Tai.<br />
Leni faz sinal de silêncio.<br />
- Se possível atacarão durante a noite, parando as máquinas. Ainda não sei como. Mas acho que o plano é explorar um erro que o general deles cometeu. Alguma coisa assim.<br />
- Já viu algo assim antes?<br />
- Já o vi lutando contra bandidos na estrada.<br />
- Eu já vi um&#8230; acho que não está aqui. Ele acabou com um bando sozinho.<br />
- Sim Tai. Eles são muito bons. O que me preocupa é quantos eles vão enfrentar.<br />
- Será que são apenas homens, Leni? As vezes eles não parecem humanos.<br />
- São homens exatamente como somos, mas também são os melhores soldados do mundo, mas são apenas homens. Essa história de imortais é apenas uma lenda porque ninguém consegue vencer no um contra um&#8230; Só que agora a coisa pode ser bem diferente.<br />
- Estranho &#8211; diz Tai.<br />
Tai olha novamente para os homens de uniforme preto conversando. Eles eram diferentes. Havia algo neles que os tornavam diferentes dos outros homens. Em sua vida, Tai havia conhecido outros soldados. Alguns covardes, outros muito corajosos&#8230; mas nenhum deles como aqueles que ali estavam. Ainda não havia descoberto o segredo que guardavam, mas sabia que existia um. Não&#8230; Eles não eram apenas homens. Eram realmente imortais.<br />
- Já ouvi até que eles não são soldados&#8230;</p>
<p>Duas horas mais tarde, todos já haviam comido alguma coisa e estavam descansados. Os dois imortais que haviam partido estavam de volta. Imediatamente eles descem dos cavalos e se reunem com os outros. Eles se agitam como crianças curiosas sobre alguma coisa. Certamente haviam trazido notícias importantes.<br />
Eles conversam bastante, o tempo todo com Kishev puxando a conversa. De sua pedra, Tai não podia fazer outra coisa senão imaginar o que estava acontecendo. Ao seu lado estava Leni.<br />
- Não consigo mais ficar parado, Leni.<br />
Leni balança a cabeça.<br />
- Eles estão falando da estratégia que vão usar. Isso demora as vezes &#8211; resmunga Leni.<br />
- Deve ser isso &#8211; responde Tai.<br />
- Só agora aqueles dois estão descansando e comendo alguma coisa, viu só? Os dois que foram adiante para verificar a situação.<br />
Tai levanta a cabeça para ver.<br />
- Sim, estou vendo.<br />
Leni então continua a falar. Sua voz sai pausada como a de um professor.<br />
- Eles já passaram todas as informações. Agora Kishev está traçando a estratégia com os outros. Eles vão atacar durante a noite&#8230; Posso apostar.<br />
- Como você sabe?<br />
Leni sorri.<br />
- Posso parecer idiota, mas não sou. Já vi eles treinando muitas vezes. Eles sempre treinam como dar um susto no adversário.<br />
- Susto? Quer dizer pegar o inimigo de surpresa.<br />
- Isso &#8211; concorda Leni &#8211; Surpresa.<br />
De repente, os guerreiros começam a se levantar e rumam cada um para sua montaria.<br />
- Eles estão vindo &#8211; diz Tai.<br />
Imediatamente Leni sai correndo para pegar os seus cavalos, enquanto Tai sobe em Trovão e puxa Tempestade em direção de Nalat. Ele pára os cavalos e o mestre salta sobre a égua.<br />
- Obrigado, Tai.<br />
- Senhor&#8230; o que vai acontecer?<br />
- Vamos atacar durante a noite. Tenho uma tarefa para você. Explicarei mais tarde, mas aviso que não será muito fácil.<br />
- Uma tarefa para mim?<br />
- Sim. Você terá uma missão muito importante.<br />
Completamente gelado de medo, Tai concorda com Nalat.<br />
- Sim senhor.<br />
- Vamos entrar em forma.</p>
<br />Publicado emCrônicas de Bordnuk  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/saladion.wordpress.com/182/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/saladion.wordpress.com/182/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/saladion.wordpress.com/182/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/saladion.wordpress.com/182/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/saladion.wordpress.com/182/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/saladion.wordpress.com/182/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/saladion.wordpress.com/182/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/saladion.wordpress.com/182/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/saladion.wordpress.com/182/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/saladion.wordpress.com/182/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/saladion.wordpress.com/182/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/saladion.wordpress.com/182/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/saladion.wordpress.com/182/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/saladion.wordpress.com/182/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saladion.wordpress.com&amp;blog=4884282&amp;post=182&amp;subd=saladion&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Tai e a Fraternidade Imortal &#8211; Escudeiro</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jan 2009 14:19:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tcheloco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas de Bordnuk]]></category>

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		<description><![CDATA[No alojamento, Tai deita em sua cama e fica olhando para o nada. O sol brilhava lá fora, mas não era para ele. Sentia-se cansado e sem nenhuma esperança, ele acaba adormecendo, mas ainda assim, obedecendo a ordem que lhe foi dada. Os gritos e a movimentação dos soldados acaba por acordar Tai. Mesmo sabendo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saladion.wordpress.com&amp;blog=4884282&amp;post=180&amp;subd=saladion&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No alojamento, Tai deita em sua cama e fica olhando para o nada. O sol brilhava lá fora, mas não era para ele. Sentia-se cansado e sem nenhuma esperança, ele acaba adormecendo, mas ainda assim, obedecendo a ordem que lhe foi dada.</p>
<p>Os gritos e a movimentação dos soldados acaba por acordar Tai. Mesmo sabendo que não deveria, ele corre para a porta e abre. Era uma correria geral para lá e para cá. No meio da confusão, sem sair do alojamento, ele vê Leni passando.<br />
- Leni! &#8211; grita ele &#8211; O que está acontecendo?<br />
Leni pára no meio do corredor e grita:<br />
- Angren está avançando pela fronteira. A guerra começou. A guerra começou.<br />
<span id="more-180"></span><br />
- Onde está indo?<br />
Leni então olha para o corredor e depois para Tai, como se qualquer segundo perdido fosse vital para cumprir sua tarefa.<br />
- Os guerreiros estão se preparando para ir até a fronteira.<br />
Leni então acena com a cabeça e continua sua corrida. Tai olha para o chão e a divisão entre o alojamento e o corredor da fortaleza. Ele fecha os olhos por um instante e pensa em tudo o que aconteceu. Todas as imagens de tudo que ocorreu desde que entrou na fortaleza. Da sua chegada pela estrada de neve até o presente momento. Ele pensa na ordem de Darug e no que deveria ser o seu compromisso como escudeiro.<br />
Ele então respira fundo, volta para dentro do alojamento e abre seu armário. Rapidamente veste as botas pesadas e as amarra bem firmes. Também pega uma das mochilas e soca as roupas mais quentes. Ele também pega seu cinto e ajusta a katar nela, deixando oculta sob o casaco folgado e negro.<br />
Ele volta e novamente pára na frente da divisória entre o alojamento e o corredor. Novamente, ele respira fundo e desobedece a ordem de Darug. Ele sabe que sua identidade seria mantida em segredo, principalmente agora  que a guerra havia começado. Naquele momento, Tai não era mais do que um fugitivo, porém, ninguém iria pará-lo. Só ele e Darug sabiam da verdade.<br />
Só então ele percebe que a tarde já estava caindo. Não iria demorar para ser noite. Uma noite que seria bastante fria ainda por cima. Ele corre pelos corredores e entra na sala de armas.<br />
- O que está fazendo aqui? &#8211; grita Ekbat.<br />
- Vim para pegar as armas de Nalat.<br />
- Eu ia dar o trabalho para outro&#8230; Você está atrasado.<br />
- Estou aqui.<br />
Na pressão do momento, Ekbat confirma com a cabeça.<br />
- Pegue as coisas logo. Eles estão indo para os estábulos. Rápido.</p>
<p>Correndo como louco, Tai consegue alcançar os últimos escudeiros. De cabeça baixa, ele passa entre os colegas e também pelos guardas.<br />
Nos estábulos, Darug ainda falava com os guerreiros, que recebiam dele as últimas instruções. O mestre nem percebe quando Tai passa bem perto dele, carregando as armas de Nalat. Rapidamente ele entra nos estábulos.<br />
Os animais estavam nervosos e dentre as montarias a mais nervosa era Tempestade. Ela relinchava e parecia querer pisotear em qualquer um. Tentando dominar a égua, Kerat a segurava firme.<br />
- Tempestade&#8230; sou eu. Calma.<br />
Imediatamente Tempestade se acalma e permite que o jovem se aproxime.<br />
- Tai&#8230; bem na hora. Essa égua é mesmo um osso duro de roer. Como você está garoto?<br />
- Estou bem&#8230; Muito bem.<br />
- A sua montaria está lá fora. Já está celada e pronta também. Pode pegar qualquer um desses &#8211; diz Kerat apontando para alguns cavalos mais a frente &#8211; mas se fosse você, pegaria um cavalo preto e de pelo brilhante que está no fim da fila&#8230; Duvido que alguém queira ver o que está lá longe, no fim da fila.<br />
- Você preparou para mim?<br />
- Você é o escudeiro de Nalat, não é?<br />
- Assim penso eu.<br />
Os guerreiros começam a chegar nos estábulos. Logo Nalat estava ao lado de Tai.<br />
- Pensei que não trabalhasse mais para mim &#8211; diz ele.<br />
Os três se entreolham, Tai responde rapidamente.<br />
- Prefere ir sozinho ou com alguém que conhece armas e sabe lutar como um soldado?<br />
Nalat sorri e monta em Tempestade.<br />
- Onde está o seu cavalo?<br />
- No fim da fila.<br />
- Venha comigo. Levo você até lá.<br />
Nalat segura o braço do rapaz e Tai sobe na garupa passando pelos outros imortais e pelos escudeiros que corriam.<br />
- Nenhum deles dá carona para um escudeiro, não é?<br />
- Você não é meu escudeiro desde a hora do almoço. Darug mandou a ordem.<br />
- Ainda assim somos amigos.<br />
- Até o fim.<br />
Ao chegar ao fim da fila, os outros escudeiros ainda estavam correndo para pegar as melhores montarias. Tai então sobe no cavalo negro e de pelo brilhante. Nas rédeas havia uma pequena plaqueta de metal com o nome do cavalo.<br />
- Trovão.<br />
- Apropriado, não? Ele é filho da minha égua, garoto. Estou decepcionado. Você trabalhava aqui e não sabia disso?<br />
- São muitos cavalos, senhor.<br />
Nalat apenas sorri.<br />
- Esperava que você viesse. Não seria merecedor da minha confiança se não fizesse a coisa certa. Desta vez, a coisa certa é justamente desobedecer uma ordem.<br />
- Senhor&#8230; preciso lhe falar sobre o motivo que fui chamado. É sobre onde vim.<br />
- Não quero saber quem foi. Você é Tai, o escudeiro. Luta bem e é o único dentre esses medíocres que aprendeu como segurar uma katar direito&#8230;<br />
Um dos imortais passa por eles gritando:<br />
- Forma! Fila dupla. Vamos marchar.<br />
- Fique do meu lado direito sempre.<br />
- Sim senhor.<br />
Os dois começam a andar e Nalat não consegue segurar o sorriso. Ele observa a forma de montar de Tai e fala em tom jocoso.<br />
- Esqueci de perguntar&#8230; Você sabe montar?<br />
- Melhor do que esses medíocres que não sabem segurar uma katar.<br />
Nalat e Tai aumentam a velocidade e a marcha se inicia. Estava frio, mas não havia sinal algum de neve. O vento soprava frio, trazendo uma sensação de liberdade e medo ao mesmo tempo.<br />
- Senhor&#8230; o que está acontecendo? &#8211; indaga Tai com voz baixa.<br />
Nalat responde também em tom baixo.<br />
- Angren está avançando pela fronteira. Em breve chegarão até a fortaleza. Estamos com um contingente reduzido, você sabe disso.<br />
- Sim&#8230; Não é mais lógico ficar na fortaleza?<br />
- Não. Os batedores reportaram que eles estão muito bem armados e com catapultas maiores. Segundo informações, as catapultas são diferentes. Precisamos avaliar o perigo o mais rápido possível. Se nós conseguissemos manter esse grupo longe, não poderíamos nos defender numa segunda leva. Estaríamos cansados e desprotegidos. Esta é uma missão de reconhecimento e operação furtiva.<br />
- Reconhecimento e operação furtiva? &#8211; diz Tai repetindo as palavras de Nalat em forma de pergunta.<br />
- Significa que se pudermos, atacaremos.<br />
- E então vamos atacar em campo aberto?<br />
- Não. Nós vamos dar a volta neles e atacar as armas que são mais lentas do que as tropas.<br />
- Não compreendi.<br />
Nalat balança a cabeça afirmativamente.<br />
- As catapultas e armas mais pesadas podem ser conduzidas por soldados em revezamento, mas são lentos&#8230; As tropas não tem fator surpresa algum contra a nossa fortaleza. O mais lógico de manter as tropas em distância segura das defesas da fortaleza até que as armas pesadas cheguem. Então eles vão marchar rápido e depois descansar. Quando as catapultas estiverem na posição, os soldados já estarão descansados. Compreendeu?<br />
- Sim.<br />
- Mesmo?<br />
- Sim senhor. Um grupo vai conduzir as armas de guerra enquanto as tropas descansam. Só que isso não é muito inteligente.<br />
Nalat olha com uma expressão surpresa para Tai.<br />
- Por quê?<br />
- Quem protege as armas de guerra?<br />
Nalat sorri. A lógica simples de Tai era mais aguçada do que pensava.<br />
- Com ajuda do acaso, ninguém.<br />
Os portões se abrem e os cavaleiros iniciam a longa marcha para cumprir sua missão.</p>
<p>Durante boa parte da noite eles marcham em velocidade baixa. De repente, os cavalos começam a parar. Quase sem som, todos desmontam. Dependiam única e exclusivamente da luz da lua para ver o caminho.<br />
- Vamos descansar aqui. Na frente tem um lago. Leve os cavalos até lá e espere que bebam água. Depois retorne. Evite conversar. Quanto mais silencioso for, melhor.<br />
Tai apenas confirma com a cabeça.</p>
<p>Quando retorna ao acampamento no meio do nada, Tai demora um pouco para achar Nalat por causa da escuridão. Eles pegam os cobertores de seus cavalos e procuram se ajeitar rapidamente. O jovem não consegue conter o sono e acaba adormecendo rapidamente. Estava frio, mas era perfeitamente suportável.</p>
<p>Algum tempo depois, ainda alta madrugada, alguém cutuca Tai. Ele abre os olhos. Era Nalat.<br />
- Vamos marchar.<br />
Era tudo que Nalat tinha para dizer. Sem demora eles arrumam os cobertores e em seguida voltam para a marcha, obedecendo as ordens do seu superior, basicamente realizada por sinais. Era estranho, mas para Tai aquilo parecia até familiar.<br />
- Relaxe. As coisas não vão sair do controle por enquanto.<br />
- Por enquanto&#8230; &#8211; repete Tai.<br />
- É isso aí &#8211; diz Nalat sorrindo &#8211; Você está bem?<br />
- Talvez um pouco ancioso.<br />
- É compreenssível&#8230; Quero lhe perguntar uma coisa. Desde quando você luta?<br />
- Desde os seis anos.<br />
Nalat balança a cabeça afirmativamente.<br />
- Em dez anos, um soldado está com o treinamento completo. Suponho que você também o tenha.<br />
- Sim senhor. Espada, arco e adaga.<br />
- E ainda assim, não entrou para o exército.<br />
- Meu pai, senhor. Ele não permitiu. Tinha vergonha de mim e me proibiu o alistamento.<br />
Nalat compreende que aquele era um assunto delicado para Tai. Novamente ele deixa passar a oportunidade de questionar o garoto.<br />
- Tudo bem. Depois que isso tudo terminar, você me conta a história toda.<br />
- É justo.<br />
Um pouco depois, Tai não suporta mais a curiosidade e pergunta:<br />
- Dentre os mestres existe um chefe numa missão?<br />
- Darug ordenou o chefe da missão. Todos estão sob o comando de Kishev. Em outra ocasião será outro. Tem um sistema de graduação sim, mas não posso explicar como funciona. São as regras.<br />
- Entendi. Mais segredos.<br />
Nalat balança a cabeça negativamente.<br />
- Não são segredos, são nossa defesa. Quanto menos souberem sobre nós, melhor.</p>
<br />Publicado emCrônicas de Bordnuk  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/saladion.wordpress.com/180/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/saladion.wordpress.com/180/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/saladion.wordpress.com/180/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/saladion.wordpress.com/180/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/saladion.wordpress.com/180/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/saladion.wordpress.com/180/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/saladion.wordpress.com/180/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/saladion.wordpress.com/180/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/saladion.wordpress.com/180/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/saladion.wordpress.com/180/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/saladion.wordpress.com/180/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/saladion.wordpress.com/180/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/saladion.wordpress.com/180/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/saladion.wordpress.com/180/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saladion.wordpress.com&amp;blog=4884282&amp;post=180&amp;subd=saladion&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>Tai e a Fraternidade Imortal &#8211; O Sol</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jan 2009 14:16:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tcheloco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas de Bordnuk]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos dias seguintes, a nova rotina se estabelece. As ordens são enviadas e eles executam sem pensar. A única coisa que muda são as armas. O armeiro entrega as novas espadas e escudos. Armas de Angren. A empunhadura e peso diferentes. Lutando com as armas do inimigo, poder traçar a melhor estratégia para lutar contra [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saladion.wordpress.com&amp;blog=4884282&amp;post=177&amp;subd=saladion&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos dias seguintes, a nova rotina se estabelece. As ordens são enviadas e eles executam sem pensar. A única coisa que muda são as armas. O armeiro entrega as novas espadas e escudos. Armas de Angren. A empunhadura e peso diferentes. Lutando com as armas do inimigo, poder traçar a melhor estratégia para lutar contra eles. Estariam preparados para enfrentar o exército que se acumulava na fronteira. A cada dia o contingente dentro da fortaleza diminuia, até sobrarem seiscentos e cinquenta guerreiros.<br />
Se continuasse assim, a fortaleza poderia ficar desguarnecida, pelo menos era o que Tai pensava. Dia após dia haviam menos guerreiros treinando.<br />
Durante o descanso de um desses dias, Tai pergunta para Nalat.<br />
- Não lhe preocupa ficar com poucos homens para defender a fortaleza?<br />
Nalat confirma com a cabeça.<br />
- Um pouco, mas são as ordens. Temos que obedecer. Mestre Darug e o mestre Pheng não deixarão a fortaleza desprotegida, mas ao mesmo tempo, temos que dar apoio para as tropas espalhadas pela fronteira. Um dia talvez você compreenda que na realidade, não somos soldados. É um pouco confuso por que sempre estivemos atrelados a mitos guerreiros, mas a verdade é esta. Para uma época incerta, somando nosso conhecimento nas tropas posso dizer que não somos numerosos mas fazemos a diferença.<br />
- Entendo. Ordens são ordens.<br />
- Todos os dias &#8211; diz Nalat com os olhos fechados e com a cabeça em direção ao sol, tentando receber um pouco de calor &#8211; os mensageiros chegam e vão embora.<br />
- Mensageiros?<br />
- Já olhou para o chão, amigo? Onde está a neve? Agora os mensageiros chegam até aqui muito rapidamente.<br />
Tai olha para o chão. Nalat tinha razão. Não havia mais neve no chão do campo de treinamento. Nalat continua a falar:<br />
- Já faz algum tempo que a estrada pode ser usada pelos mensageiros mais experientes e menos loucos do que você, garoto. As mensagens chegam todos os dias&#8230; As vezes mais de uma vez por dia. Estamos em estado de alerta. As mensagens chegam com alguma defasagem, mas chegam&#8230;<br />
- Ameaças de T´niak, senhor?<br />
<span id="more-177"></span><br />
Nalat baixa a cabeça para olhar para Tai.<br />
- Não. Vem de Kolórnia. Mensagens principalmente vindas de Kolórnia. Nossos vizinhos de fronteira estão se movimentando. Os exércitos de ambas as nações estão trocando informações diretamente e montando uma linha de defesa comum.<br />
- Bordnuk e Kolórnia estão aliados? &#8211; a supresa no rosto de Tai era bastante clara.<br />
- A informação é sigilosa, mas já tem algum tempo que estamos trabalhando de forma colaborativa na defesa de nossas fronteiras.<br />
Tai ajeita o cinto velho que havia achado na sala de armas e pega a katar de Nalat, desarmando e ajustando em sua cintura. O mestre apenas observa, enquanto alguns outros de longe fazem o mesmo. Não era uma coisa muito comum aquilo.<br />
- Isto quer dizer que os militares estão trabalhando juntos&#8230; Não é apenas uma ameaça, mas um fato concreto &#8211; diz Tai &#8211; Angren está pronta para atacar.<br />
A firmeza com que Tai fala aquilo soa estranho para Nalat. Não parecia um menino que recém chegava no inicio da idade adulta. Mais parecia um experiente guerreiro. Especialmente pela figura que montava, usando aquele cinto com a katar.<br />
- Parece que sim, Tai.<br />
O jovem escudeiro então dá um passo para trás e puxa a katar do cinto. Ambas são armadas no mesmo tempo. O som característico do mecanismo parece até uníssono. Exatamente como deveria ser. As lâminas que recebem o nome de apenas uma, se comportam como tal. A forma de Tai também é perfeita. Ele fica na primeira posição. A mão esquerda mais a frente e a mão direita mais para trás. As duas lâminas posicionadas de forma paralela. O centro do peso do corpo deslocado para a perna direita e a esquerda para a frente. O ângulo de trinta graus entre os joelhos, fechando a defesa. A ponta do pé esquerdo ligeiramente inclinado, tocando o chão com os dedos para dar equilíbrio. Os cotovelos ajustados ao corpo, fechando os flancos. A cabeça erguida e olhos concentrados na altura dos ombros, para que pudesse observar o movimento inimigo.<br />
- Perfeito &#8211; diz Nalat.<br />
Tai sorri.<br />
Nalat resolve testar o jovem e rapidamente passa uma rasteira na perna esquerda. Para a surpresa do mestre, o garoto não cai. Na linguagem das técnicas de luta, Tai deixa o golpe passar. Seu joelho flexionado deixa o pé livre como um pêndulo. Ele dobra e deixa sua perna fazer um círculo perfeito no ar, tocando o chão exatamente onde estava antes, sem perder sua posição ou o equilíbrio. Os que observavam, acabam por ficar boquiabertos com a defesa do garoto.<br />
- Então é verdade&#8230; &#8211; diz Nalat com um sorriso &#8211; Você sabe mesmo como lutar.<br />
- Nem tanto senhor &#8211; diz Tai baixando a cabeça e saindo da forma.<br />
- Você já usou uma katar, Tai?<br />
- Nunca antes senhor. Só a conheci de perto depois do senhor&#8230;<br />
- Está bem. Coloque na mesa.<br />
- Sim senhor.<br />
Nalat espera o garoto colocar a katar sobre a mesa e o chuta violenta e rapidamente. O rapaz desprevenido é jogado para trás. Nalat se ergue e caminha contra Tai que se levanta segurando o abdome.<br />
- Sugiro que se defenda.<br />
Nalat avança e chuta novamente. Com as mãos espalmadas, Tai bate com ambas no peito do pé de Nalat que perde a força e a direção do chute. Aproveitando o avanço involuntário do corpo de Nalat, Tai gira as mãos e bate com ambas no peito de seu amigo. O golpe o empurra para trás e trava seu movimento. Nalat toca o chão e rola para a frente, retomando a posição de ataque e não defesa. Imediatamente, ele avança e ambos trocam alguns golpes, rápidos socos e rápidas esquivas, até que um deles explode no ombro de Tai. A dor e o desequilíbrio atingem seu corpo e num outro golpe preciso, é derrubado no chão e imobilizado por Nalat. O mestre, um dos mais graduados guerreiros sorri enquanto olha firme para seu jovem amigo.<br />
- Você sabe lutar na forma do exército&#8230; e é muito bom. Como você sabe isso sendo tão jovem?<br />
- Por favor senhor, me solte.<br />
O imortal segura com mais força ainda, aumentando a pressão e a dor em Tai.<br />
- Como é que você sabe lutar assim?<br />
- Senhor, por favor&#8230; me solte &#8211; a voz de Tai era cheia de agonia.<br />
- Você é um espião? É isso? Você é um espião? &#8211; agora a expressão de Nalat é mais séria.<br />
- Não senhor.<br />
- Ninguém com a sua idade teria tanta fibra&#8230; aguentar o que você aguentou até aqui&#8230; Ainda por cima saber lutar desta forma. Fale a verdade.<br />
- Não sou um espião. Não sou um espião.<br />
- Então me conte a verdade ou eu vou quebrar o seu braço.<br />
- Não&#8230; sou&#8230; espião.<br />
Nalat afrouxa a pressão no braço.<br />
- Pense bem. Eu quebro o seu braço e o deixo aqui fora.<br />
Tai fica aterrorizado.<br />
- Aqui fora?<br />
- Sim.<br />
Tai então se dá por vencido.<br />
- Minha família é rica, senhor. Tive os melhores professores que o dinheiro pode comprar&#8230; mas tem uma coisa que nunca tive. Por isso fugi e por isso estou aqui.<br />
Nalat olha com uma expressão furiosa para o garoto que não se rende por nada.<br />
- E o que seria isso que o dinheiro não pode comprar?<br />
Tai olha tão firmemente para Nalat que ele é capaz de sentir o jovem invadindo seus pensamentos.<br />
- Respeito, senhor&#8230; Respeito.<br />
Nalat aperta o braço de Tai novamente.<br />
- Você está mentindo.<br />
Uma voz interrompe Nalat.<br />
- Não. Ele não está mentindo.<br />
Nalat olha em direção da voz e vê o mestre Darug bastante próximo. Estava em pé e sozinho, com o uniforme completo incluindo as armas.<br />
- Senhor&#8230;<br />
O mestre solta Tai e o ajuda a se levantar. Ainda ofegante, Tai ajeita suas roupas e baixa a cabeça para Darug.<br />
- Tai. Venha comigo. Precisamos conversar&#8230; agora.<br />
- Sim senhor.<br />
- Senhor &#8211; diz Nalat &#8211; devo ir junto?<br />
- Não Nalat. Não é necessário. Você deve continuar o treinamento.<br />
- Sim senhor.<br />
Nalat observa enquanto Darug faz sinal para que Tai se ponha a caminho da passagem para o castelo. Ao que parecia, o comandante tinha conhecimento sobre a origem de Tai.</p>
<p>Darug entra em sua sala e fecha a porta depois que Tai passa para dentro. Ele não quebra o silêncio enquanto dá a volta na mesa e se acomoda em usa poltrona. Tai permanece em pé, aguardando Darug começar a falar.<br />
- Tenho um bom relatório sobre você Tai. Chegou hoje pela manhã.<br />
Tai engole em seco. Aquilo soava como uma notícia terrível. Na verdade era o maior medo que tinha.<br />
- Relatório sobre mim, senhor?<br />
A voz do jovem sai trêmula. Ele não consegue se controlar.<br />
- Sim.<br />
- Não compreendo, senhor. Fiz tudo o que me foi dito para fazer. Não estava brigando contra Nalat&#8230; Era apenas treino&#8230;<br />
Darug contorce a boca.<br />
- Sei que não era briga. Se fosse, estaria morto. Mesmo conhecendo a forma militar de combate.<br />
Tai não sabe para onde olhar nem o que fazer com as mãos.<br />
- Vi você lutando, garoto. Devo dizer que aprendeu mais do que alguns que já vi envergando um uniforme do exército.<br />
Tai estava duro de medo. Não conseguia mover um músculo sequer.<br />
- Tai. Você não pode continuar aqui &#8211; a voz de Darug era firme.<br />
- Senhor&#8230; por favor. Preciso estar aqui. Quero ser um&#8230;<br />
- Tai &#8211; interrompe Darug &#8211; Você é um garoto ótimo. Tem mais fibra e coragem do que jamais vi. Suportou coisas que muitos não conseguiriam nem tentar&#8230; Só que seu lugar não é conosco. Você sabe o que pode acontecer se ficar aqui. Se você fosse aceito na fraternidade, fatalmente iria receber ordens para lutar. Teria que enfrentar o campo de batalha.<br />
- Eu&#8230; não tenho para onde ir &#8211; retruca Tai rapidamente, mesmo sabendo a verdade.<br />
Darug balança negativamente a cabeça.<br />
- Sim. Você tem. Volte para a casa de seu pai.<br />
Tai levanta os olhos e encara o mestre.<br />
- Eu não posso voltar.<br />
Darug bate na mesa. Havia sinceridade na voz dele, mas precisava continuar a fazer o que era necessário.<br />
- Não posso manter você aqui. Não é do exército e nem poderia ser&#8230; Eu sei porque você não pode. Entendo que queira fazer isto para desafiar seu pai, esse é um péssimo motivo para desprender tanta energia. Você tem para onde ir. Apenas vá.<br />
Os olhos de Tai parecem se incendiar. Sua expressão muda completamente. Uma raiva contida e uma força interior tão grande quanto o mundo parecem mudar o rapaz. Tão grande que parecia que ele poderia destruir tudo apenas com um pensamento. Com uma voz firme e forte, como a de um comandante, ele grita com o mestre.<br />
- Meu pai nada tem a ver com isto. Meu pai nem sabe que estou vivo e nem se importa com isso. Não sou ninguém na casa dele. Aqui sou o escudeiro. Aqui posso ser eu. Aqui é o meu lugar, senhor. Se o senhor não percebeu isso até agora, é porque estava ocupado demais em saber quem eu era&#8230; Não quem eu sou ou quem posso ser. Eu não sou mais o que fui. Eu morri lá fora, na neve e nasci outro dentro desta fortaleza. Exatamente como previ que seria.<br />
Darug devolve a voz de comando.<br />
- Você é filho da concubina do rei. O quarto filho da mulher que o rei prefere estar ao invés de sua esposa. Você não pode ficar e ponto final. Você é sangue real. Não posso compactuar com o risco que isso significa. Todos os herdeiros do rei, com direito ou sem direito ao lugar no salão real devem ser protegidos. As estradas já estão abertas. Amanhã você vai embora.<br />
- A coroa nunca pesará sobre meus ombros. Nenhuma responsabilidade e nenhuma perspectiva. Apenas dinheiro e terras me serão entregues e com isso devo passar meus dias nas sombras. Devo estudar com os melhores professores para quê? Lutar com soldados para quê? Não devo sequer sair da vila que foi dada para minha mãe. Sou um segredo. Sou nada. Como filho do rei sou alguém que jamais deveria ter existido&#8230; No entanto, senhor&#8230; eu existo e tenho vontade. Eu existo e quero&#8230; Eu existo e desejo&#8230; Eu existo e sou&#8230;<br />
- Citar filosofia comigo é o que não existe. Pode ter me impressionado um dia, mas agora não mais.<br />
- Aqui não cito&#8230; Aqui eu sou. Se não for para ser&#8230; prefiro não existir.<br />
Os olhos de Darug se arregalam. Mesmo tendo educação clássica, ele não deveria conhecer tão profundamente os ensinamentos filosóficos. Tai continua a falar:<br />
- Ao menos assim, se não puder ser o que eu quero, não existindo meu pai vai respirar aliviado no final das contas.<br />
- Isto é insano. Estou discutindo com um garoto &#8211; diz o mestre irritado e com os olhos quase saltando das órbitas.<br />
- Senhor&#8230; Eu&#8230; peço desculpas. Se não sou bem-vindo, irei embora, mas não irei para a casa de meu pai. Respeito sua decisão com tristeza. Respeite a minha.<br />
- Você goste ou não, é o que vai acontecer. Você é sangue real, garoto. Não pode ficar entre os que vão para a linha de frente &#8211; diz Darug com calma &#8211; Receberá dispensa de suas obrigações de empregado quando entregue na casa de seu pai. Até lá, se fugir, será procurado da justiça até que se cumpra a ordem. Vai ficar confinado ao seu alojamento até segunda ordem. Dispensado.<br />
- Sim senhor.<br />
Tai sai da sala com a cabeça erguida.</p>
<br />Publicado emCrônicas de Bordnuk  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/saladion.wordpress.com/177/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/saladion.wordpress.com/177/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/saladion.wordpress.com/177/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/saladion.wordpress.com/177/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/saladion.wordpress.com/177/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/saladion.wordpress.com/177/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/saladion.wordpress.com/177/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/saladion.wordpress.com/177/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/saladion.wordpress.com/177/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/saladion.wordpress.com/177/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/saladion.wordpress.com/177/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/saladion.wordpress.com/177/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/saladion.wordpress.com/177/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/saladion.wordpress.com/177/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saladion.wordpress.com&amp;blog=4884282&amp;post=177&amp;subd=saladion&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Tai e a Fraternidade Imortal &#8211; Apresentar armas 3</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 12:12:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tcheloco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas de Bordnuk]]></category>

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		<description><![CDATA[No outro dia, Tai acorda com o sino. Após o banho, Tai veste sua roupa de tecido grosso e preto e acompanha Ekbat até o refeitório. Os caminhos eram diferentes, mas logo iria decorar cada um deles. Ele imaginava que a fortaleza fosse grande, mas a cada nova incursão ficava mais impressionado com a extensão [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saladion.wordpress.com&amp;blog=4884282&amp;post=174&amp;subd=saladion&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No outro dia, Tai acorda com o sino. Após o banho, Tai veste sua roupa de tecido grosso e preto e acompanha Ekbat até o refeitório. Os caminhos eram diferentes, mas logo iria decorar cada um deles. Ele imaginava que a fortaleza fosse grande, mas a cada nova incursão ficava  mais impressionado com a extensão daquela antiga construção. Algumas partes eram nitidamente mais antigas que outras. Bastava observar as pedras para saber disso.<br />
- Nós não fazemos nossas refeições junto com os empregados da fortaleza. Nosso refeitório é ao lado, na ala dos mestres.<br />
- Ala dos mestres?<br />
- Escudeiros, soldados, guerreiros, mestres&#8230; todos desta ala.<br />
- Mesmo?<br />
- Sim.<br />
- Espero não ver o chefe dos copeiros lá. Ele me acusou de ladrão.<br />
- E você roubou algo?<br />
- Claro que não. Pelo menos a sua acusação serviu para que eu saísse dos estábulos e fosse para a sala de armas.<br />
- Bom&#8230; Se isso aconteceu, você não provou apenas que não roubou, mas que tem caráter e é confiável. Antigamente os escudeiros eram escolhidos entre soldados, ninguém menos. É aqui.<br />
<span id="more-174"></span><br />
Os dois passam pelas portas de madeira lavrada. Toda esculpida com detalhes magistrais. De um lado, um dragão, do outro, um guerreiro com uma antiga armadura. Eles entram no salão. Estava iluminado por vários candelabros e pela claridade que entrava pelas janelas altas. Haviam várias mesas de grande comprimento com bancos coletivos. Cada uma das mesas tinha um empregado para servir e tudo estava disposto de forma hierárquica.<br />
- Incrível.<br />
- Tinha certeza de que você diria isso, garoto. Vem comigo. Vamos para a mesa dos escudeiros.<br />
Os dois caminham até a mesa onde estava o café da manhã.<br />
- Pessoal, este é Tai. Tai&#8230; este é o pessoal. Todos aqui são escudeiros. Alguns querem ser soldados e quem sabe voltar para cá como convidados. Outros gostam mesmo é do dinheiro e da comida.<br />
- Comida muito boa, por sinal &#8211; diz um dos escudeiros. Magro e com o rosto cheio de espinhas.<br />
- Não disse? &#8211; responde Ekbat sentando-se.<br />
- Meu nome é Leni. Sou escudeiro.<br />
Imediatamente os outros falam quase que em côro.<br />
- Não diga!!! Não tinha notado isso.<br />
- Descobriu isso agora?<br />
- Sério? Que idiota&#8230;<br />
- Ei &#8211; fala Ekbat &#8211; Isso lá é impressão que se deva passar para um novo colega?<br />
- Qual seu nome? &#8211; indaga Leni.<br />
- Tai.<br />
- Tai? O cara que ficou batendo na porta?<br />
Mais uma vez a pergunta era feita. O que antes até parecia ser uma coisa engraçada agora havia se tornado uma incômoda marca. “Será que ninguém havia acreditado no que fiz?”. O pensamento fica ecoando na cabeça de Tai.<br />
- Sim. Fiquei lá na frente até deixarem entrar.<br />
- Alguém deve ter achado isso muito corajoso &#8211; diz Leni.<br />
- Ou muita burrice &#8211; diz outro escudeiro &#8211; Sou Lebat&#8230; muito prazer.<br />
- Muito prazer.<br />
Naquele instante Tai percebe alguém em especial noutra mesa, distante dele. Era o chefe dos copeiros. Ele tenta desviar os olhos, mas não consegue.<br />
- Deixa isso para lá &#8211; diz Ekbat.<br />
- Está certo.</p>
<p>Mais tarde na sala de armas, os escudeiros separavam as armas para levar ao campo de treinamento. Quase sem falar, eles mecanicamente pegavam as armas e saiam da sala.<br />
- Eles estão indo para onde? &#8211; indaga Tai.<br />
- Para as áreas de treinamento. Eles estão levando as armas para os respectivos guerreiros. Na média, cada escudeiro cuida das armas de quatro imortais. Eles vão passar o dia junto deles em diferentes áreas de treinamento. Em tempos de guerra os escudeiros acompanham seus mestres, fazendo de tudo para que ele se preocupe apenas com a batalha.<br />
- Quatro? Isso explica porque tem menos escudeiros do que imortais.<br />
- Sim &#8211; responde Lebat &#8211; Exatamente isso. Quem são os seus? Já sabe?<br />
Com uma expressão ingênua, Tai responde:<br />
- Sei apenas de Nalat. Não sei o nome dos outros.<br />
Lebat começa a rir.<br />
- Nalat? Você foi escolhido para acompanhar Nalat?<br />
- Sim.<br />
- Então é por isso que ninguém lhe deu nenhum outro nome.<br />
- Não entendi.<br />
Leni também começa a rir.<br />
- É porque assim como Lebat e eu &#8211; fala Leni &#8211; você vai cuidar apenas de um. Um mestre.<br />
- Ah&#8230; entendi.<br />
- Que cara é essa? &#8211; indaga Ekbat se aproximando.<br />
- O novato aí&#8230; Ficou com essa cara desapontada quando contamos que ele vai cuidar apenas de Nalat enquanto os outros cuidam de até quatro imortais.<br />
- Garoto&#8230; olhe para mim.<br />
Tai levanta os olhos para ver que Ekbat também estava rindo.<br />
- Você não sabe de nada como as coisas funcionam aqui, não é mesmo?<br />
- Acho que não.<br />
- O que acha que está acontecendo?<br />
- Bem&#8230; Os outros cuidam de quatro guerreiros e eu de um. Acho que é porque eles possuem mais experiência.<br />
Ekbat solta uma gargalhada.<br />
- Garoto&#8230; entre os membros da fraternidade existem certas hierarquias. Não entedendemos direito como funciona, pois tudo é comentado apenas entre eles, porém, sabemos de algumas coisas básicas. Qualquer um deles está acima de qualquer oficial do exército, exceto o rei em pessoa, que é o chefe de todos. Aqui dentro, os melhores entre os melhores tem treinamento separado. Nalat é um deles. A elite da elite. Você não é um escudeiro de um guerreiro apenas. É o escudeiro de um guerreiro de grau elevado. Um mestre.<br />
- Não compreendi nada &#8211; diz Tai perplexo.<br />
- Todos os uniformes são iguais para que o inimigo não possa diferenciar. Todos são guerreiros da elite, mas são guerreiros. Aqui dentro, não há mais do que cem que pertencem ao grau de Nalat. São conhecidos por mestres ou por imortais pelas pessoas que não compreendem bem seus métodos, mas até onde sei, só um desses cem tem possibilidade de substituir o mestre Pheng depois de sua morte.<br />
- É isso? Isso é sério? &#8211; indaga Tai com cara incrédula.<br />
- Sim &#8211; diz Leni &#8211; Agora pegue as armas e vamos logo.<br />
Tai entra na formação junto com os outros escudeiros e desce algumas escadas. Depois, por um corredor escuro, mal iluminado, com algumas tochas colocadas de forma bastante espaçadas. Depois de uma boa caminhada aparece uma luz cada vez mais forte e finalmente eles acabam por sair da fortaleza.<br />
Era a primeira vez que colocava os pés fora da fortaleza. Era um grande campo aberto. A fina camada de gelo cobria o chão, deixando tudo branco. Lá estavam os imortais aguardando. Realmente haviam apenas cem deles ali. Tai contou um por um, enquanto colocavam as armas sobre as bancadas. Um a um, os graduados se aproximavam deles para se armar.<br />
Nalat se aproxima de Tai.<br />
- Como está garoto? Já está pronto para me ajudar com as armas?<br />
- Sim senhor.<br />
- O que foi? Porque está me olhando desse jeito?<br />
- O senhor&#8230; O senhor é um imortal.<br />
- Lhe disseram que sou imortal?<br />
- Sim. Soube agora.<br />
- Bem&#8230; Pensei que soubesse disso, mas já que parece não saber vou lhe explicar. Imortal é um título. Não quer dizer que sou indestrutível. É um título que com o tempo talvez, possa compreender o que significa. Apenas isso.<br />
- Sim&#8230; digo&#8230; não. Digo, pensei que sabia, mas não sabia&#8230; Eu&#8230; Eu pensei que todos aqueles fossem, mas não são&#8230; e o senhor é.<br />
Com meio sorriso no rosto e balançando a cabeça afirmativamente Nalat confirma com a cabeça.<br />
- Bem&#8230; você quer ser um? Este é o melhor que posso fazer por enquanto.<br />
- Eu não sei como agradecer &#8211; a voz de Tai sai quase trêmula.<br />
- Tai. Eu já conheço você muito bem. Sei que tem alguns segredos guardados, todos os membros desta fraternidade sabem reconhecer quem tem segredos e o quanto são graves, mas também sei que de coração, você quer mesmo estar aqui. Provou ter coragem e honra. Sei de toda a história sobre a briga que teve. Poderia ter se vangloriado de ser meu amigo e não o fez. Provou lealdade. Pediu desculpas quando descobriu que estaria me desonrando ao recusar meu presente. Provou humildade&#8230; E só tem dezessete anos. Você merece estar aqui.<br />
- Obrigado senhor.<br />
- Tudo bem&#8230; mas está aqui também para trabalhar. Limpou minha katar nova?<br />
- Sim. Ela se arma mais rapidamente do que antes. Está bem lubrificada.<br />
Nalat pega a katar e a ajusta no cinto.<br />
- A katar é a única arma que usamos normalmente. Praticamente faz parte do uniforme. As outras não&#8230; Quando entregarem a outra, você deve manter a reserva sempre pronta. Não sei quando e se irei trocar.<br />
- Certo.<br />
- Veja se acha um cinto para você. Deve ter algum sobrando na sala de armas &#8211; diz Nalat colocando os braceletes.<br />
- Mas não é necessário ser um imortal para usar?<br />
- Você é meu escudeiro. Pode testar qualquer arma quando quiser.<br />
Tai abre um sorriso enorme.<br />
- Obrigado senhor.</p>
<p>Nalat treina combate com um de seus irmãos. Todos tentavam lutar de maneira firme e vigorosa, porém, respeitando o seu oponente.<br />
 Os dois se estudam e depois começam a lutar. Os golpes são precisos e rápidos. As espadas passam rápido de mão e os braceletes protegem como escudos.<br />
Os golpes não eram combinados, mas assim pareciam. Depois de alguns golpes, Nalat tem a espada arrancada de suas mãos por causa do movimento feito com o bracelete cheio de dentes. Sem perder tempo, aproveitando que a espada ainda estava presa ao bracelete do seu oponente, Nalat gira e empurra ele para longe com um golpe nas costelas.<br />
Com um passo para trás, ele puxa a katar, uma lâmina em cada mão e aciona o dispositivo. As facas pulam para a posição e a lâmina da espada desce para atingir exatamente no meio de sua cabeça. Ele cruza as lâminas e num movimento tranca a lâmina com a mão direita enquanto a esquerda faz um movimento contrário. A espada é arrancada da mão do mestre. Nalat avança e o seu oponente puxa sua katar. as suas lâminas eram ligeiramente diferentes. Uma delas demora mais do que a outra para se armar. Para evitar um acidente, Nalat não ataca, apenas defende e chuta seu oponente para trás. Imediatamente Nalat se aproxima de seu amigo e oponente.<br />
- Você está bem?<br />
- Sim. Obrigado. Ainda bem que você viu que eu não iria conseguir parar o movimento.<br />
O oponente de Nalat sabia que o forte chute foi dado para lhe salvar. Sem a katar armada de forma correta, teria sido um acidente bastante grave.<br />
- Tudo bem&#8230; Vamos recuperar o fôlego.<br />
Seu oponente permanece no chão, ainda com dor.<br />
Um outro igualmente vestido como os outros se aproxima.<br />
- O que aconteceu?<br />
- Algum problema com a minha katar. Uma demorou mais do que a outra para armar&#8230; Escudeiro &#8211; grita ele &#8211; venha cá.<br />
O escudeiro se aproxima do imortal que se ergue lentamente, ainda se recuperando do chute de Nalat. Tai apenas observa o que estava acontecendo.<br />
- Uma parte da katar armou em tempo diferente.<br />
O escudeiro pega o par de katar e substitui pelo reserva. O escudeiro pede desculpas e imediatamente se põe a lubrificar a katar.<br />
Com a katar reserva no lugar, Nalat e seu companheiro se posicionam mais ou menos onde haviam parado. Desta vez eles sacam as armas e elas se armam no tempo certo. Os dois continuam lutando por algum tempo e depois param para ver o que havia acontecido com a katar.<br />
- Senhor, foi apenas uma peça corroída. Tenho que levar para o armeiro.<br />
- Apenas? &#8211; grita o imortal &#8211; Você viu o que aconteceu?<br />
Nalat interrompe a explosão do amigo.<br />
- Ei! Calma.<br />
Dando ouvidos a Nalat, o homem suspira e se acalma antes de continuar a falar:<br />
- Você deveria ter visto isso antes e entregue a katar em condições de uso. Se fosse num combate de verdade eu teria morrido. &#8211; Ele estava certo, se Nalat não tivesse interrompido o ataque, certamente teria acontecido um desastre completo. Tai continua apenas observando &#8211; Deixe as armas aqui e vá ao armeiro agora. Com sorte, amanhã terei as duas prontas.<br />
- Sim senhor. Desculpe senhor.<br />
- Tudo bem filho, mas lembre-se do seguinte. Se você estiver no campo de batalha e eu morrer, ninguém vai estar lá para te salvar a pele.<br />
- Sim senhor.<br />
- Agora vá.<br />
O sol aparece forte, como se as nuvens tivessem sido sopradas. Os dias bons estavam cada vez mais frequentes. Isto significava que a primavera havia chegado. Significava que as tropas estavam se movimentando. Significava que o destino de Tai ainda não havia sido resolvido, porém, o dia de seu julgamento estava bastante próximo.<br />
#<br />
Perto do meio-dia, o almoço é trazido até a zona de treinamento. Os escudeiros ajeitam a comida e a bebida trazidos por soldados e aguardam que eles venham até as bancadas.<br />
- Normalmente almoçamos lá dentro &#8211; comenta Leni &#8211; Eles também estão treinando mais duramente.<br />
- Deve ser por causa da tal movimentação de tropas &#8211; responde Tai lembrando-se da conversa que teve com Ekbat.<br />
- Sim &#8211; confirma Leni &#8211; Parte do efetivo já foi enviado para fora da fortaleza. Os que ficam defenderão a fronteira aqui. Ontem ouvi que até máquinas de guerra estão sendo posicionadas.<br />
- Máquinas de guerra?<br />
- Catapultas e coisas assim.<br />
- Entendo.<br />
Nalat chega até a bancada e senta no banco meio torto por estar diretamente sobre o chão. Em algumas partes a neve havia derretido, mostrando o chão em alguns pontos do campo de treinamento.<br />
- A primavera está chegando.<br />
- E logo o meu destino será decidido &#8211; responde Tai.<br />
- Talvez não nesta primavera, do jeito que as coisas estão indo.<br />
- Como assim, senhor?<br />
- A guerra está chegando cada vez mais perto de nós. T´niak, o país mais poderoso do outro lado do oceano, transformou uma união comercial numa aliança militar. No meio do oceano existe um arquipélago&#8230;<br />
- D’Spartherákx &#8211; responde o jovem quase imediatamente.<br />
- Isso mesmo&#8230; Você é bem informado, não?<br />
- Nem tanto. Só ouvi falar.<br />
- Então&#8230; D’Spartherákx assinou um tratado também. Isso deixa T´niak controlando a maior frota marítima em suas mãos. Eles podem estar planejando invadir algum país em breve. Angren está posicionado, deve estar esperando ordens de lá para passar a fronteira. Agora maquinas de guerra estão bem próximas da fortaleza. A situação não está nada boa meu caro.<br />
- Máquinas de guerra?<br />
- Sim. Catapultas e coisas assim. Máquinas de guerra.</p>
<p>Após o almoço, os imortais descansam um pouco e voltam a treinar. Eles revezavam as armas e os parceiros. Tai apenas observava cada golpe. Cada movimento.</p>
<br />Publicado emCrônicas de Bordnuk  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/saladion.wordpress.com/174/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/saladion.wordpress.com/174/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/saladion.wordpress.com/174/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/saladion.wordpress.com/174/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/saladion.wordpress.com/174/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/saladion.wordpress.com/174/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/saladion.wordpress.com/174/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/saladion.wordpress.com/174/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/saladion.wordpress.com/174/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/saladion.wordpress.com/174/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/saladion.wordpress.com/174/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/saladion.wordpress.com/174/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/saladion.wordpress.com/174/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/saladion.wordpress.com/174/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saladion.wordpress.com&amp;blog=4884282&amp;post=174&amp;subd=saladion&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Tai e a Fraternidade Imortal &#8211; Apresentar armas 2</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Dec 2008 17:07:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tcheloco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas de Bordnuk]]></category>

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		<description><![CDATA[Tai então coloca suas mochilas no armário, incluindo a que continha a katar. Depois, ele fecha a portinhola e caminha até Ekbat, que o aguardava. - Venha comigo, Tai. Sua função por enquanto é bem simples, mas é bom prestar atenção, está bem? - Sim senhor. Eles caminham para fora do dormitório e seguem pelo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saladion.wordpress.com&amp;blog=4884282&amp;post=172&amp;subd=saladion&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tai então coloca suas mochilas no armário, incluindo a que continha a katar. Depois, ele fecha a portinhola e caminha até Ekbat, que o aguardava.<br />
- Venha comigo, Tai. Sua função por enquanto é bem simples, mas é bom prestar atenção, está bem?<br />
- Sim senhor.<br />
Eles caminham para fora do dormitório e seguem pelo corredor até uma sala guardada por dois soldados.<br />
- Senhores, este é Tai. Escudeiro de Nalat. Sua passagem está garantida.<br />
Os guardas não falam nada, apenas olham bem para Tai, que até tenta sorrir, mas não obtém muito sucesso na empreitada. Ekbat abre a porta e faz sinal para que Tai entre na sala.<br />
Era uma sala de armas. Ali estavam armazenadas todos os tipos de armas usadas pelos mestres da fortaleza.<br />
- Quantas armas&#8230; &#8211; deixa escapar Tai ao se deparar com todas aquelas armas.<br />
<span id="more-172"></span><br />
- Feche a boca. Vai salivar tanto que vai acabar enferrujando alguma coisa.<br />
O comentário simplesmente passa por um ouvido e sai pelo outro. A sala inteira estava repleta de armas de todos os tipos. Uma para cada tipo de talento especial dos soldados mais bem treinados da nação.<br />
- Incrível &#8211; ele consegue balbuciar.<br />
- Tudo bem. Venha cá.<br />
Ekbat aponta para uma bancada, fazendo sinal para que Tai se sentasse no banco de pernas altas que estava guardado embaixo da bancada. Tai obedece.<br />
- Você entende de armas?<br />
- Não muito senhor.<br />
- Está bem &#8211; diz Ekbat &#8211; Para que você possa ajudar seu guerreiro, você precisa estar familiarizado com o nome e a função de cada arma. Acredite, requer um pouco de estudo. Não somos a Tamíria, que usa espadas e adagas. Nossas armas são muito diferentes.<br />
- Conheço as armas do exército, senhor.<br />
- Isso é bom. Por um instante pensei que você fosse um completo inútil.<br />
Tai permanece quieto e Ekbat continua a falar. Sua voz era ligeiramente irônica, como se estivesse fazendo de Tai uma piada.<br />
- Falando sério, os escudeiros estão sendo extintos. Por determinação dos mestres, aos poucos a tradição dos escudeiros está sendo eliminada. Estaria naturalmente surpreso de ver alguém sendo admitido. Sendo você, fico absolutamente perplexo. Compreende?<br />
- Sim senhor.<br />
- Se me chamar de senhor novamente, sem um oficial presente para cobrar o protocolo, juro que quebro o seu pescoço &#8211; diz Ekbat com um sorriso forçado.<br />
- Está bem.<br />
- Ótimo&#8230; Como você conhece as armas do exército? Só de ver?<br />
- Sim. Isso mesmo.<br />
- Certo&#8230; Agora sim estou surpreso &#8211; Ekbat se afasta por um instante e volta para a bancada, largando uma espada sobre a mesa.<br />
- Esta é a espada do nosso exército. Experimente pegar.<br />
Tai segura a espada corretamente e sente o seu peso. A empunhadura se encaixa bem na mão.<br />
- Você viu soldados que sabem manejar uma espada corretamente. Interessante.<br />
Logo depois, Ekbat coloca outra espada na bancada.<br />
- Esta é a espada de um imortal. Experimente.<br />
Ele a empunha. A sua pegada era ainda mais bem encaixada na mão. O metal era mais polido e visivelmente mais fino. O som ao cortar o ar era mais agudo. Era também um pouco mais curta do que a espada do exército. Ligeiramente curvada e com um fio tão bem feito que a lâmina dava a impressão de ser triangular se observada pelo ângulo certo.<br />
- Incrível. Como pode ser tão leve?<br />
Ekbat sorri.<br />
- Não gosta muito de história, não é? Segundo o que dizem é o maior segredo desta fortaleza. Pessoalmente acho que existem muitos outros pequenos segredos espalhado por aí, mas com certeza este, muitos gostariam de conhecer esse segredo.<br />
- Não lembro de ter lido a respeito.<br />
- Lido? Lido&#8230; de&#8230; ler? Ler um livro? Você sabe ler, Tai?<br />
Tai engole em seco. Ler era uma condição especial, seu conhecimento sobre as letras denunciava que ele tinha alguma educação. Agora era tarde, teria que confirmar.<br />
- Sei sim.<br />
- Bem&#8230; &#8211; Ekbat faz uma cara surpresa, mas continua a história &#8211; Muito tempo atrás, a fortaleza era um castelo. Bem menor do que é hoje, mas era um castelo. O centro de um importante feudo, segundo a biblioteca. Durante as guerras que unificaram as tribos que formaram Bordnuk, este castelo foi o último que assinou o tratado. Naquela época, os imortais serviam ao rei deste lugar e mais nenhum outro.<br />
- Quando Bordnuk estava se tornando uma nação.<br />
- Sim. O inverno e as armas garantiram uma resistência ao cerco durante muito tempo. A guerra nunca iria terminar e a paz foi negociada pelos diplomatas. O resultado foi que o rei cedeu, pois não queria mais seu povo sofrendo por causa da guerra, porém, os segredos de forja e o treinamento único dos soldados, continuariam apenas dentro das paredes do castelo. Não lembro direito sobre os detalhes da história, mas o que sei é que o castelo acabou crescendo cada vez mais até se tornar a fortaleza. O treinamento e a forja continuam em segredo e é por isso que aqui estão os melhores soldados.<br />
- Eu não sabia disso, mas explica porque aqui as coisas são tão herméticas.<br />
Ekbat sorri.<br />
- Sim. Só os melhores soldados são convidados para treinar e servir o país com o nosso o uniforme negro e com as nossas armas&#8230;<br />
Ekbat pega uma outra espada.<br />
- Pegue esta.<br />
A espada não se encaixa tão bem na mão de Tai, que instintivamente a passa para a outra mão para experimentar. Imediatamente ele percebe o que havia de diferente.<br />
- As espadas tem empunhadora para a mão esquerda e para a mão direita &#8211; diz Tai.<br />
- Exatamente. Deve saber qual é a espada para entregar na mão certa.<br />
- Compreendo.<br />
Ekbat pega outra coisa e coloca sobre a bancada.<br />
- Isto é um bracelete.<br />
- Faz as vias de escudo e as garras curvadas servem para rasgar o inimigo ou então para trancar a lâmina e parar o ataque, dando chance para um contra-ataque mais efetivo &#8211; fala Tai.<br />
- Você já sabia disso &#8211; diz Ekbat completamente surpreso.<br />
Tai sorri para Ekbat.<br />
- De certa maneira, sim &#8211; responde Tai com o bracelete nas mãos, olhando para ele e examinando com cuidado &#8211; É mais leve do que eu imaginava.<br />
Intrigado, Ekbat continua a falar.<br />
- Mas aguenta mais golpes do que muitos escudos que já vi &#8211; diz Ekbat pegando outra coisa nas prateleiras &#8211; Isto são lâminas de arremesso. Ficam escondidas no cinturão. O peso e o equilíbrio delas são perfeitas para atingir os inimigos com certa distância&#8230; E isto é uma&#8230;<br />
Tai pega a katar e imediatamente a segura da forma correta, apoiando os dedos e a palma da mão, agarrando a empunhadura e mantendo a lâmina firme.<br />
- Uma katar. Fica presa ao cinto, quase oculta e dando a impressão de que é apenas uma proteção na armadura negra. Fica com as lâminas cruzadas e as empunhaduras ocultas no cinto. As dobradiças são acionadas ao puxar da segurança e travam na posição de combate. Tem apoio para a mão esquerda e para a mão direita. As laterais servem como proteção da mão, fechando perfeitamente com os braceletes. Soltando a trava, a lâmina se dobra e fica presa ao dorso da mão, permitindo que o guerreiro use as mãos livremente&#8230; Para lutar ou puxar a espada. Como uma proteção extra. São personalizadas. Alguns mestres tem variações nas lâminas.<br />
Ekbat estava perplexo.<br />
- Como você sabe disso?<br />
Só então Tai se dá conta de quanto havia falado. Havia se exibido por nada e repentinamente se sente profundamente envergonhado.<br />
- Já vi sendo usada.<br />
- Hum&#8230; Certo. Eu só vi em treinos. Deve ter sido uma experiência e tanto.<br />
Tai concorda com a cabeça.<br />
- Talvez um dia eu encontre o guerreiro que vi em ação.<br />
- É muito provável&#8230; e isto, todos conhecem.<br />
- Um arco.<br />
- Sim. Um arco, com um sistema de contrapeso interno. Uma mola garante a puxada mais leve e o retorno mais forte. Dependendo do ajuste, duas ou três vezes mais distância e precisão.<br />
Ekbat abre a lateral do arco e mostra a mola e os mecanismos nas extremidades do arco.<br />
- Nunca vi nada igual.<br />
- Claro que não &#8211; diz Ekbat satisfeito. Pelo menos uma coisa o novato nunca havia visto &#8211; Não sei se existe algum exército com um sistema igual no mundo inteiro.<br />
- Incrível.<br />
Ekbat sorri orgulhoso de suas armas.<br />
- É bom você se interar também das outras armas, embora basicamente você terá que cuidar da manutenção destas. Espadas não tem muito mais do que manter limpas, afiadas e polidas, mas os mecanismos de arcos e katar são muito delicados. Sua responsabilidade é muito grande. Se uma katar não armar o seu guerreiro é um homem morto. Enquanto ele puder respirar, sua vontade é imortal, mas um equipamento mal preparado é morte certa.<br />
- Entendo.<br />
- Principalmente nestes dias um tanto conturbados.<br />
- Conturbados?<br />
- Sim&#8230; eu ouço as conversas deles. Estão preocupados com uma movimentação de T´niak. Já faz alguns meses que eles comentam sobre isso.<br />
- Eu não sei de nada. O que está acontecendo? As notícias não chegam até os estábulos.<br />
Ekbat franze a testa momentaneamente.<br />
- É onde você estava trabalhando antes?<br />
- Sim, Ekbat. Conte-me o que está acontecendo.<br />
Ekbat torce a boca tentando organizar as idéias antes de começar a falar:<br />
- Bem&#8230; T´niak está transformando a união com Angren numa aliança militar. Chegaram algumas notícias sobre uma movimentação de tropas próximas da fronteira&#8230; Basicamente, a fortaleza é a fronteira aqui no norte do país. Isso quer dizer que Angren pode estar pensando em invasão. Ouvi dizer que o exército já está protegendo boa parte das nossas fronteiras, mas não tenho certeza.<br />
- Em outras palavras, estamos a um passo da guerra? É isso?<br />
- Parece que sim. Enquanto a neve não baixar, não há como invadir. Disso tenho certeza. É por isso que todos estão treinando tanto, em todas as alas do castelo. Contudo, estão transformando a função do escudeiro em auxiliar dentro da fortaleza. Não sei o motivo, mas ao que parece os dias de guerreiros acompanhados por escudeiros nas campanhas estão por terminar.<br />
- Não existirão mais escudeiros?<br />
Ekbat balança com a cabeça negativamente.<br />
- Não. Não sei ao certo. Ouvi várias coisas, inclusive sobre segurança, mas não sei porque. Só sei que esta tradição só será encontrada nos livros.<br />
Tai pega o arco e o estica.<br />
- Talvez tenha a ver com a tecnologia das armas.<br />
Ekbat sorri.<br />
- Não isso, mas talvez sim&#8230; outra coisa&#8230; deixe para lá.<br />
Tai larga o arco.<br />
- Você prepara todas as armas?<br />
- Não&#8230; só coordeno os escudeiros. Apenas eventualmente faço alguma coisa.<br />
- Quantos deles existem?<br />
- Cerca de mil.<br />
- Tantos assim?<br />
- Bem, calculo apenas pelas armas guardadas. Não sei realmente quantos são. Aqui estão alojados setecentos. Os outros já foram enviados para o sul. O mestre mandou que coordenassem os soldados em diferentes pontos. Sei disso porque tive que dar baixa em muitas armas.<br />
- Eu não fazia a menor idéia disso.<br />
Ekbat solta um leve suspiro.<br />
- Aqui você acaba ouvindo coisas. Os guerreiros agora receberam ordens de atuar como oficiais. Estão chefiando tropas. Só respondem aos generais e claro&#8230; ao mestre Pheng e ao ao rei Pheng. Eles são parentes?<br />
- Não. Pheng é um título de nobreza e pode ser usado como primeiro nome &#8211; responde Tai.<br />
- Não sabia&#8230; Mas enfim, eles estão sendo enviados para diferentes pontos. Atuando diretamente no exército. Alguns ficaram meio descontentes com isso. Alguns guerreiros, digo.<br />
- Por quê? &#8211; indaga Tai.<br />
- Nunca entendi direito essa relação. Ainda não compreendo bem. Eles são a tropa de elite mais bem treinada do mundo, mas fora de Bordnuk quase ninguém ouviu falar neles. São reclusos e falam pouco. Essas coisas que sei vem dos escudeiros. Eles treinam muito, mas não gostam de ser chamados de soldados.<br />
- Talvez não sejam &#8211; diz Tai.<br />
- Sinceramente, não sei o que pensar disso. Deve ser mais um dos seus segredos, mas de qualquer forma, com um pedido real, eles se movimentam como se fossem soldados.<br />
- Entendo.<br />
- Tai, existe movimento de tropas de ambos os lados.<br />
- As notícias não chegam até lá. Nem aqui tampouco. Sabemos o que ouvimos aqui e ali&#8230; E jamais comente com ninguém. Jamais. Se for contar essas coisas para alguém, fale apenas comigo.<br />
- Por quê?<br />
- Porque eu transmito essas coisas de escudeiro para escudeiro. Assim a gente não fica sem saber o que está acontecendo. Se um mestre souber disso, alguém pode ser expulso ou alguma coisa pior.<br />
- Pode confiar. Sei guardar segredo &#8211; diz o jovem com ar confiante.<br />
- Tudo bem&#8230; O silêncio é uma coisa muito importante por aqui&#8230; Portanto, chega de conversa. Hora de trabalhar. Arrume todas essas coisas e limpe bem esta katar. Ela ficou meio emperrada. Já que você mostrou que conhece bem&#8230; tente desemperrar os mecanismos.<br />
Tai tenta não rir. Já lhe parecia óbvio porque os escudeiros estavam sendo desativados. Claro que segredo não estava na lista de coisas para fazer de Ekbat.<br />
- Está bem.<br />
- Volto mais tarde para ver como você se saiu. Tenho outros escudeiros para cuidar.<br />
- Tudo bem.<br />
Ekbat sai da sala e deixa Tai sozinho naquela sala repleta de armas daqueles que são os guerreiros de elite de sua nação. Armas como aquelas foram usadas contra aqueles bandidos do vilarejo. Armas como aquela foram usadas com uma destreza que jamais havia visto em sua vida. Ele então pega as armas e começa a guardar cada uma em seu lugar, imaginando que golpes poderiam ser aplicados com cada uma.</p>
<br />Publicado emCrônicas de Bordnuk  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/saladion.wordpress.com/172/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/saladion.wordpress.com/172/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/saladion.wordpress.com/172/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/saladion.wordpress.com/172/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/saladion.wordpress.com/172/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/saladion.wordpress.com/172/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/saladion.wordpress.com/172/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/saladion.wordpress.com/172/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/saladion.wordpress.com/172/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/saladion.wordpress.com/172/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/saladion.wordpress.com/172/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/saladion.wordpress.com/172/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/saladion.wordpress.com/172/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/saladion.wordpress.com/172/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saladion.wordpress.com&amp;blog=4884282&amp;post=172&amp;subd=saladion&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Tai e a Fraternidade Imortal &#8211; Apresentar armas</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Dec 2008 17:00:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tcheloco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas de Bordnuk]]></category>

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		<description><![CDATA[- Olá. Onde é o lugar dos escudeiros? O guarda, de um jeito até simpático, aponta para um corredor. - Siga por este corredor. Dobre no próximo e vá até o fim. Tem uma escadaria. Desça por ela até o pátio. - Obrigado, senhor. - Tudo bem. Tai caminha pelo corredor e começa a ouvir [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saladion.wordpress.com&amp;blog=4884282&amp;post=169&amp;subd=saladion&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Olá. Onde é o lugar dos escudeiros?<br />
O guarda, de um jeito até simpático, aponta para um corredor.<br />
- Siga por este corredor. Dobre no próximo e vá até o fim. Tem uma escadaria. Desça por ela até o pátio.<br />
- Obrigado, senhor.<br />
- Tudo bem.<br />
Tai caminha pelo corredor e começa a ouvir gritos cadenciados. Depois de alguns segundos, novamente, como se fosse uma resposta a uma ordem. Cada passo que dava, o som se torna mais alto. Quando ele dobra no corredor indicado vê o motivo. O corredor era na verdade um andar acima de um pátio, onde estavam vários homens uniformizados, treinando em forma com as espadas. Eram movimentos cadenciados, firmes e memorizados com esmero. Todos juntos distanciados pelo espaço perfeito de suas envergaduras treinavam os mesmos movimentos, ordenados por um outro homem também vestido com o mesmo uniforme, pelo menos, era o que aparentava.<br />
<span id="more-169"></span><br />
Tai passa pelo corredor observando os movimentos, estava maravilhado pela formação e pelo brilho das espadas brandidas no ar. Compreende então que estava vendo um treino coletivo. Mesmo não parando, ele continua a observar até chegar nas escadas. Rapídamente ele desce, chegando ao pátio.<br />
Não havia nenhum guarda ali e ele não quis interromper ninguém. Ficou parado observando o treino com as espadas. Não demorou muito e um guarda se aproximou.<br />
- O que está fazendo aqui? &#8211; pergunta ele.<br />
Tai volta sua atenção para o guarda e fala:<br />
- Fui enviado pelo mestre Darug para servir como escudeiro do mestre Nalat.<br />
- Está bem. Siga por este corredor. A última porta é o alojamento dos escudeiros. Pode se ajeitar lá e retorne. Avisarei o mestre Nalat.<br />
- Obrigado, senhor.<br />
Tai se distancia e entra no alojamento. Nada tinha de diferente com relação do outro domitório. Beliches e armários&#8230; no fundo havia igualmente um banheiro coletivo. Ele procura um armário vazio e coloca lá suas mochilas, menos a sua pequena e mais valiosa. Logo depois ele retorna e encontra o guarda novamente. O treino já havia terminado. O guarda faz sinal para que Tai aguarde por um momento e com efeito, alguns minutos mais tarde aparece Nalat.<br />
- Olá Tai. Que está fazendo aqui?<br />
- Mestre Darug enviou-me como escudeiro.<br />
Nalat saúda o jovem com um cumprimento de cabeça.<br />
- Estou honrado com sua presença. Embora tenha requisitado um escudeiro já faz tempo, não esperava ser atendido.<br />
- Também estou honrado, senhor.<br />
Nalat olha para o guarda.<br />
- Leve-o para Ekbat.<br />
- Sim senhor.<br />
Nalat então fala ao garoto.<br />
- Ekbat é o chefe dos escudeiros. Deve se reportar a mim e a ele de agora em diante. Antes de poder me ajudar, deve saber algumas coisas e claro, Ekbat é quem lhe dará tais instruções.<br />
- Senhor&#8230; antes de ir, preciso falar-lhe.<br />
- Diga, Tai.<br />
A voz de Tai sai um tanto trêmula, pois o que precisava falar requeria uma certa dose de coragem.<br />
- Peço desculpas pelo meu comportamento anterior. Não sabia que a menção de não aceitar seu presente mancharia sua honra. Eu desconhecia o protocolo.<br />
Nalat sorri.<br />
- Está tudo bem, sei que não fez por mal. Desculpas aceitas de qualquer maneira. Imaginei que não soubesse e por isto nada comentei antes. Agora está tudo bem esclarecido.<br />
Aliviado, Tai sorri.<br />
- Obrigado, senhor.<br />
Nalat concorda com a cabeça e continua a falar:<br />
- Agora pode ir com o guarda. Ele vai lhe conduzir até Ekbat. </p>
<p>O guarda leva Tai até o alojamento novo. Lá estava Ekbat, no fundo do alojamento saindo do banheiro coletivo. Com uma expressão surpresa, Ekbat olha para ambos.<br />
- Ekbat. Este é o novo aspirante a escudeiro. Ele foi designado para auxiliar Nalat.<br />
Ekbat sorri. Era jovem e um pouco acima do peso. Não tinha nada de guerreiro nele, era apenas um funcionário da fortaleza, talvez nem fosse soldado, ainda assim, estava ali designado para cuidar das armas. No instante que o viu, Tai imaginou que aquele sujeito jamais iria sair daquela posição confortável e segura.<br />
- Qual seu nome, garoto.<br />
Com a voz um tanto trêmula, ele responde.<br />
- Tai senhor.<br />
- De que companhia você veio?<br />
- Não entendi, senhor.<br />
- De que companhia, de onde você foi transferido ou sei lá o quê.<br />
- Não vim de nenhuma companhia, senhor.<br />
- É um empregado?<br />
- Por enquanto sim, senhor.<br />
Ekbat parecia um pouco confuso.<br />
- Tai&#8230; você não é o sujeito que bateu na porta querendo ser um imortal?<br />
Tai baixa a cabeça.<br />
- Sim senhor.<br />
- Entendo&#8230; pois bem, aquela cama está livre e pode colocar suas coisas naquele armário. A chave está dentro do compartimento.<br />
- Obrigado, senhor.</p>
<br />Publicado emCrônicas de Bordnuk  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/saladion.wordpress.com/169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/saladion.wordpress.com/169/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/saladion.wordpress.com/169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/saladion.wordpress.com/169/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/saladion.wordpress.com/169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/saladion.wordpress.com/169/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/saladion.wordpress.com/169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/saladion.wordpress.com/169/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/saladion.wordpress.com/169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/saladion.wordpress.com/169/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/saladion.wordpress.com/169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/saladion.wordpress.com/169/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/saladion.wordpress.com/169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/saladion.wordpress.com/169/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saladion.wordpress.com&amp;blog=4884282&amp;post=169&amp;subd=saladion&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Tai e a Fraternidade Imortal &#8211; Dia-a-dia 5</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Dec 2008 16:49:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tcheloco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas de Bordnuk]]></category>

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		<description><![CDATA[Tai pega sua mochila maior e coloca suas coisas da melhor maneira possível. Os outros empregados cochicham sobre a expulsão do jovem, mas o sorriso em seu rosto lhes deixava intrigados. Ninguém que fosse expulso estaria com aquele sorriso. Quando estava saindo do dormitório, encontra Kerat. - Tai. Estava lhe procurando. Está indo embora? O [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saladion.wordpress.com&amp;blog=4884282&amp;post=167&amp;subd=saladion&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tai pega sua mochila maior e coloca suas coisas da melhor maneira possível. Os outros empregados cochicham sobre a expulsão do jovem, mas o sorriso em seu rosto lhes deixava intrigados. Ninguém que fosse expulso estaria com aquele sorriso.<br />
Quando estava saindo do dormitório, encontra Kerat.<br />
- Tai. Estava lhe procurando. Está indo embora?<br />
O garoto sorri para seu amigo.<br />
- Não Kerat. Não estou indo embora. Expliquei tudo para Darug e ele mandou que eu fosse para o outro lado da fortaleza.<br />
Um sorriso alivado surge no rosto do amigo.<br />
- Está falando sério?<br />
- Sim Kerat. Estou falando sério. Ele mandou que eu pegasse minhas coisas e fosse mesmo para o outro lado da fortaleza. Me deu até um passe &#8211; diz o jovem mostrando o papel com o selo do mestre Darug. Kerat olha rapidamente e reconhece o tipo de papel usado. Podia ser um simples empregado dos estábulos, mas Kerat havia adquirido boa instrução nos anos de trabalho na fortaleza.<br />
- E para onde vai, garoto?<br />
- Vou ser escudeiro do mestre Nalat.<br />
- Escudeiro? É uma coisa boa, não? Estará mais próximo dos mestres.<br />
- Sim senhor.<br />
- Vai trabalhar tão duro lá como trabalhou aqui. Talvez até mais.<br />
- Não há problema, senhor.<br />
Kerat sorri.<br />
- Sei que não, garoto. Tenha cuidado e quando precisar, sabe que estou aqui.<br />
- Sim senhor. Sei que está aqui.<br />
Kerat então dá um abraço forte no jovem, batendo com força nas costas dele.<br />
- Boa sorte por lá garoto.<br />
- Obrigado Kerat.<br />
Tai sai do dormitório e atravessa o corredor até o pátio. Lá ele passa de cabeça erguida pelos copeiros e sobe os degraus dando adeus para a inveja tão próxima do chefe dos copeiros. Ao passar pela copa para chegar ao corredor, lá estava ele.<br />
- Vai embora, Tai?<br />
Eram as primeiras palavras que ouvia da boca daquele homem invejoso. O que deveria dizer? Deveria falar alguma coisa?<br />
- Não é do seu interesse.<br />
- Pelo que vejo, está indo embora com o rabo entre as pernas.<br />
- Está curioso para saber o que aconteceu, não é? Está morrendo de inveja porque eu vim para cá com o objetivo de ser um imortal. Não teve coragem para me enfrentar e teve que mandar seus subordinados para faze-lo. Eu não tenho medo de você. Fique você remoendo suas angústias, parado no mesmo lugar para o resto da vida. Eu por outro lado, tenho um caminho para trilhar.<br />
Tai sai da copa e caminha pelo corredor até o guarda que estava na frente de uma porta de grade forjada em ferro. Ele entrega o passe e o guarda garante sua passagem, devolvendo o papel e abrindo a porta.</p>
<br />Publicado emCrônicas de Bordnuk  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/saladion.wordpress.com/167/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/saladion.wordpress.com/167/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/saladion.wordpress.com/167/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/saladion.wordpress.com/167/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/saladion.wordpress.com/167/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/saladion.wordpress.com/167/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/saladion.wordpress.com/167/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/saladion.wordpress.com/167/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/saladion.wordpress.com/167/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/saladion.wordpress.com/167/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/saladion.wordpress.com/167/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/saladion.wordpress.com/167/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/saladion.wordpress.com/167/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/saladion.wordpress.com/167/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saladion.wordpress.com&amp;blog=4884282&amp;post=167&amp;subd=saladion&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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